Fale Conosco

Mercado

Por que o Mercado de Eletrificados Exige uma Nova Abordagem

Em abril de 2026, vender um veículo eletrificado não é apenas fechar uma transação comercial

Publicado

on

Em abril de 2026, vender um veículo eletrificado não é apenas fechar uma transação comercial; é gerenciar um processo de educação e relacionamento de longo prazo. O perfil do comprador mudou drasticamente: ele está mais informado, é movido por dados e, principalmente, teme o “erro de escolha”. É aqui que a gestão de leads e a tecnologia de CRM se tornam os ativos mais valiosos do mercado.

A Jornada de Decisão: Do Ceticismo à Adoção

O consumidor de eletrificados, em 2026, passa por um funil de decisão complexo. Ele começa com a dúvida (o carro vai me deixar na mão?), passa pelo cálculo racional (qual o custo por quilômetro?) e termina na busca por validação tecnológica (qual a autonomia real no dia a dia?).

Se a sua estratégia de marketing for apenas “panfletagem digital”, você perderá o cliente para quem oferecer a inteligência da transição.

O CRM como “Consultor de Mobilidade”

No setor de eletrificados, o CRM não é apenas um banco de dados de nomes e telefones. Ele precisa atuar como um oráculo da mobilidade:

  • Segmentação Preditiva: Identificar quem é o “candidato ao primeiro elétrico” com base no perfil de deslocamento urbano, não apenas no poder aquisitivo.
  • Nutrição de Conteúdo Técnico: O cliente que está indeciso precisa de fatos (comparativos de carga, custos de energia, vida útil de bateria). O CRM deve automatizar o envio dessas informações exatamente no momento em que a objeção surge.
  • Pós-Venda Inteligente: A manutenção de um eletrificado é diferente. O CRM deve antecipar necessidades e oferecer suporte proativo, criando um ciclo de fidelidade onde o cliente não troca de marca, ele evolui dentro do ecossistema de produtos que você oferece.

O Mercado é um Ecossistema de Dados

A grande oportunidade para quem atua no setor hoje está na integração. Quando você conecta a geração de leads do seu portal diretamente a um sistema de gestão que entende a jornada do comprador de eletrificados, você elimina o atrito. Você deixa de ser apenas um “vendedor de carros” para se tornar o consultor que resolve a transição energética do seu cliente.

O Poder da Especialização

Em um mar de ofertas genéricas, a especialização é a sua vantagem competitiva. O mercado de 2026 está premiando quem consegue traduzir a tecnologia complexa dos eletrificados em benefícios claros e personalizados. Seja por meio de uma IA que calcula o ROI do veículo para o cliente ou por um portal que entrega o conteúdo exato que o lead procura, o sucesso mora nos detalhes.

Destaques

SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

Publicado

on

Por

SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

O Auto China 2026 reuniu 1.451 veículos, com 181 estreias mundiais e 71 protótipos distribuídos em 380 mil m². Foi a maior edição já realizada do salão de Pequim e, em escala, superou qualquer outro evento automobilístico contemporâneo.

A dimensão, porém, não foi o ponto central. O conjunto exposto indicou uma mudança de origem técnica da indústria automobilística. Os lançamentos mais relevantes passaram a vir de fabricantes cuja competência principal não era mecânica, mas arquitetura elétrica, software embarcado e integração de sistemas. O automóvel deixou de ser organizado em torno de conjuntos físicos independentes e passou a operar como uma plataforma eletrônica centralizada, com funções distribuídas por processamento e não por hardware dedicado.

Os modelos apresentados a seguir não foram necessariamente os mais caros ou os mais rápidos do salão, mas aqueles que melhor representaram essa transição.

1. Zeekr 8X: o SUV familiar com alma de hipercarro

O Zeekr 8X combinou dimensões e configuração de um SUV de grande porte com um conjunto técnico que, até recentemente, estava restrito a carros de produção limitada. A versão superior utilizou três motores elétricos em arquitetura de 900 volts, com potência combinada de 1.381 cv e 143,9 m·kgf, suficientes para 0 a 100 km/h em 2,96 s.

A arquitetura elétrica permitiu não apenas a entrega de potência, mas a integração de sistemas auxiliares: gerenciamento térmico, recarga de alta potência e distribuição dinâmica de torque. O chassi incorporou freios de seis pistões, rodas forjadas e sistemas de assistência como visão noturna e detecção de travessia de água, elementos que raramente coexistiam em um veículo dessa categoria.

O interior abandonou a lógica de comandos distribuídos e concentrou funções em múltiplas superfícies digitais de alta resolução, com projeção aumentada e integração total entre condução, entretenimento e gestão do veículo.

A resposta de mercado indicou capacidade de escala: 10.000 pedidos em 30 minutos e mais de 30.000 em 48 horas.

2. BMW iX3 & i3 Neue Klasse (China): a reinvenção de Munique

Os primeiros modelos da plataforma Neue Klasse apresentados na China marcaram o abandono definitivo da adaptação de arquiteturas existentes. Foram veículos elétricos concebidos desde a origem como tal, sem compartilhamento estrutural com aplicações a combustão.

A mudança foi mais profunda do que a adoção de uma nova plataforma. A eletrônica passou a ser centralizada, com camadas de software substituindo funções antes executadas por módulos independentes. A arquitetura elétrica deixou de ser um suporte e passou a definir o veículo.

O desenvolvimento direcionado ao mercado chinês indicou uma inversão relevante: não se tratava mais de adaptar produtos globais a mercados locais, mas de desenvolver soluções locais com potencial de expansão global.

3. Xiaomi SU7 (nova geração): o fenômeno que não para de crescer

O SU7 consolidou a entrada de um fabricante de eletrônicos no setor automobilístico com domínio de cadeia produtiva, software e integração de sistemas.

O percurso de 1.313 km entre Pequim e Xangai com uma única parada para recarga, consumo médio de 14,6 kWh/100 km e alcance declarado de 902 km no ciclo CLTC refletiram eficiência energética e gestão de bateria em nível elevado para produção em série.

A capacidade de produção, próxima de 800 unidades diárias no início das entregas, aproximou o automóvel de uma lógica industrial contínua, mais próxima da eletrônica de consumo do que da manufatura tradicional de veículos.

Mais do que o produto isolado, o SU7 representou a entrada de novos agentes com domínio de software, interface e escala produtiva.

4. XPeng GX: o SUV que também é robotáxi

O XPeng GX foi concebido com base em arquitetura voltada à condução autônoma em nível 4, com capacidade de processamento de até 3.000 TOPS por meio de chips proprietários.

A diferença não esteve apenas no nível de automação, mas na concepção do veículo como unidade operacional autônoma. O automóvel deixou de ser um objeto conduzido e passou a ser um sistema capaz de executar deslocamentos dentro de um ambiente controlado por dados.

5. Hyundai IONIQ V: a Coreia do Sul em modo sobrevivência

O IONIQ V foi um projeto específico para o mercado chinês, com mais de 600 km de alcance no ciclo CLTC, arquitetura de 800 volts e fornecimento de baterias pela CATL.

O modelo integrou um plano industrial mais amplo, com investimento conjunto com a BAIC e meta de 500 mil unidades anuais até 2030. O dado relevante não foi o produto isolado, mas a reconfiguração da presença de fabricantes globais em um mercado que passou a ditar ritmo tecnológico.

6. AUDI E7X: a “outra” Audi que você não conhece

O E7X integrou uma linha criada em parceria com a SAIC, com identidade própria e operação restrita ao mercado chinês. Não se tratou de uma variação regional de produto existente, mas de uma estrutura paralela de desenvolvimento, com arquitetura, posicionamento e linguagem independentes.

O conjunto técnico incluiu bateria de 109 kWh, alcance superior a 750 km no ciclo CLTC e dois motores elétricos com potência combinada de 670 cv, capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,9 s.

Mais relevante que os números foi a decisão estrutural: um fabricante europeu estabelecendo uma segunda identidade de marca para operar em um ambiente técnico e competitivo distinto.

7. Huawei Wenjie M9 Ultimate Extended Edition: quando a China desafia o Rolls-Royce

O M9 resultou de uma divisão clara entre desenvolvimento digital e manufatura. A Huawei concentrou definição de produto, arquitetura eletrônica, software embarcado e sistemas de condução, enquanto a Seres respondeu por engenharia física, produção e suporte.

O veículo utilizou um motor 2,0 turbocarregado como extensor de alcance, associado a três motores elétricos, configurando um sistema híbrido em série voltado à maximização de alcance e flexibilidade operacional.

As dimensões, com 5.402 mm de comprimento e entre-eixos de 3.236 mm, posicionaram o modelo no segmento superior de SUVs de grande porte.

8. Li Auto L9 Livis: o SUV que faz tudo

O L9 Livis concentrou um conjunto técnico incomum em um veículo de uso cotidiano, reunindo soluções que historicamente apareciam de forma isolada ou em aplicações experimentais.

A suspensão ativa operou em arquitetura de 900 volts com controle individual por roda, permitindo ajuste contínuo de mola e amortecimento sem interligação mecânica entre eixos. O chassi utilizou sistemas steer-by-wire e brake-by-wire, eliminando conexões físicas diretas entre comandos e atuadores.

O processamento embarcado foi realizado por dois chips de 5 nm com capacidade combinada de 2.560 TOPS, suportando múltiplos sensores LiDAR e sistemas de assistência avançados. O conjunto mecânico, com motor a combustão como extensor de alcance, permitiu autonomia total superior a 1.500 km, com consumo declarado de 6,3 L/100 km no ciclo WLTC.

9. Volkswagen ID.UNYX 09: a Alemanha se salva com DNA chinês

O ID.UNYX 09 resultou de desenvolvimento conjunto com empresas chinesas, utilizando arquitetura eletrônica local e sistemas de condução autônoma desenvolvidos no próprio mercado em que o veículo seria comercializado.

A estratégia associada incluiu mais de 20 lançamentos eletrificados em 2026 e 50 até 2030, com foco específico na China. O desenvolvimento deixou de ser centralizado na matriz e passou a ocorrer de forma distribuída, com forte dependência de fornecedores e parceiros locais.

10. NIO ES9: o chip próprio que muda as regras

O ES9 introduziu o chip Shenji NX9031, desenvolvido pela própria NIO em processo de 5 nm, destinado ao processamento de sistemas de condução autônoma.

A presença de três sensores LiDAR de série reforçou a abordagem baseada em redundância e capacidade de processamento elevada. O desenvolvimento interno de semicondutores reduziu a dependência de fornecedores tradicionais como NVIDIA e Qualcomm, alterando a cadeia de valor do setor.

Conclusão

O conjunto apresentado no Auto China 2026 concentrou um volume de veículos elétricos e sistemas eletrônicos superior à oferta disponível em mercados tradicionais.

Mais relevante que a quantidade foi a natureza dos produtos. O automóvel deixou de ser um sistema predominantemente mecânico para se tornar uma plataforma integrada de hardware e software, com desenvolvimento orientado por processamento, conectividade e controle eletrônico.

Os modelos reunidos neste salão indicaram que essa transição já não estava em fase inicial. Tratou-se de um processo em execução, com escala industrial e impacto direto na organização da indústria automobilística global.

Continue lendo

Mercado

O EV2 da Renault: O Elétrico Acessível Que Está Transformando o Mercado Brasileiro

Publicado

on

Por

Nos últimos anos, a eletrificação da frota brasileira tem se mostrado uma tendência crescente, e um dos lançamentos mais aguardados é o EV2, um carro elétrico que promete revolucionar o segmento com seu preço acessível de R$ 70 mil. Derivado de um projeto inovador da Renault, o EV2 busca democratizar o acesso aos veículos elétricos, oferecendo uma alternativa viável para quem deseja adotar tecnologias mais sustentáveis sem comprometer o orçamento.

O EV2 não é apenas uma resposta às demandas de um mercado em transformação; ele também demonstra o compromisso da Renault em investir na mobilidade elétrica no Brasil. Com um design moderno e eficiente, o modelo é equipado com tecnologia de ponta, incluindo um sistema de infotainment intuitivo e funcionalidades voltadas para o conforto do motorista e dos passageiros. Além disso, sua autonomia promete atender bem à rotina das cidades brasileiras, permitindo viagens do dia a dia sem a constante preocupação com recargas.

Com a crescente conscientização ambiental e a busca por soluções sustentáveis, o EV2 se posiciona como uma escolha acertada para quem está pensando em dar o passo para o mundo dos elétricos. Através de incentivos governamentais e a instalação de uma infraestrutura de carregamento mais robusta, o cenário para veículos elétricos no Brasil nunca foi tão promissor. Outro ponto forte do EV2 é a facilidade de manutenção e os baixos custos operacionais, uma vez que os carros elétricos são conhecidos por suas vantagens econômicas em comparação aos veículos a combustão.

É importante destacar também que o EV2 faz parte de uma estratégia maior da Renault, que visa aumentar a presença dos carros elétricos em mercados emergentes como o Brasil. O potencial desse modelo vai além da acessibilidade; ele representa uma mudança cultural na forma como pensamos e utilizamos os automóveis. O que antes era apenas uma opção para poucos, agora se torna uma realidade para muitos, contribuindo para a redução das emissões de carbono e a melhora da qualidade do ar nas cidades.

Em resumo, com o lançamento do EV2, a Renault não só reforça sua posição no mercado brasileiro, como também se alinha com a necessidade global de transição para uma mobilidade mais sustentável. Se você está considerando a possibilidade de adquirir um carro elétrico, o EV2 é definitivamente um modelo a ser explorado.

Acompanhe as novidades do setor e esteja pronto para entrar neste novo mundo da mobilidade elétrica! Não deixe de compartilhar sua opinião e experiências sobre o EV2 nos comentários.

Continue lendo

Mercado

Mobilidade elétrica no Brasil: o desafio não está no produto, mas na jornada.

Publicado

on

Por

A mobilidade elétrica já deixou de ser tendência para se tornar realidade global. No entanto, no Brasil, ainda existe um desalinhamento claro entre tecnologia, infraestrutura e experiência do consumidor.

Em uma conversa recente no Mentoráveis, entrevistei Oswaldo Ramos, executivo com mais de 25 anos no setor automotivo, com atuação em montadoras globais e liderança em projetos estratégicos ligados à mobilidade, eletrificação e transformação do setor no Brasil.

E uma coisa ficou evidente: o avanço não depende apenas dos veículos, mas da construção de um ecossistema integrado.

Hoje, o mercado já apresenta evolução significativa. Os veículos estão mais eficientes, a autonomia aumentou e novas marcas entram no país com força.

Mas ainda existe um gap importante.

Como discutimos durante a entrevista, o consumidor brasileiro ainda enfrenta dúvidas práticas no dia a dia: onde carregar, quanto custa, como funciona na rotina.

A decisão de migrar para um carro elétrico não é apenas técnica, é comportamental.

Sem previsibilidade, não há confiança.
E sem confiança, não há escala.

Outro fator relevante é o papel da infraestrutura.

Embora esteja em expansão, a rede de recarga ainda cresce de forma desigual, impactando diretamente a percepção de segurança do usuário.

Além disso, existe uma lacuna de informação.

Não faltam dados; falta organização, clareza e direcionamento.

Quando ampliamos o olhar para o cenário global, a China surge como protagonista dessa transformação.

Com forte incentivo governamental, domínio da cadeia de baterias e escala produtiva, o país lidera a eletrificação e influencia diretamente mercados como o Brasil.

Mais do que competir, a China está acelerando o ritmo da mudança.

Diante desse cenário, fica claro: o futuro da mobilidade elétrica não será definido apenas por quem fabrica os melhores carros, mas por quem conecta toda a jornada do consumidor.

É exatamente nesse ponto que surge uma nova camada de valor no mercado.

A Eltro atua como infraestrutura digital, conectando informação, dados e negócios para transformar interesse em decisão.

Porque, no fim, a eletrificação não começa na tomada, começa na escolha.


Assinado por: Robson Thomaz
Entrevistador do Mentoráveis e conteúdista da Eltro

Continue lendo

Em Alta