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Tecnologia

INCENTIVOS FISCAIS PARA CARROS ELÉTRICOS NO BRASIL 2026

O governo federal implementou, dentro do programa Mover, o chamado Carro Sustentável

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1 – IPI — Imposto sobre Produtos Industrializados

O governo federal implementou, dentro do programa Mover, o chamado Carro Sustentável, que zera o IPI para veículos compactos fabricados no Brasil que atendam a critérios técnicos específicos.

Para ter direito ao IPI zero, o veículo precisa cumprir requisitos objetivos, como:
• emissões inferiores a 83 g de CO₂ por km
• mais de 80% de materiais recicláveis
• produção nacional
• enquadramento em categorias de carro compacto

Na prática, o benefício não é automático para todo carro elétrico. Ele está restrito a modelos que atendem simultaneamente a esses critérios. Em 2026, os veículos enquadrados são majoritariamente modelos de entrada produzidos no Brasil.

Além disso, o novo modelo de IPI passa a considerar eficiência energética, nível de emissões, reciclabilidade e segurança. Veículos mais eficientes pagam menos imposto, enquanto modelos mais poluentes tendem a ser penalizados.

Atenção: ser elétrico não garante IPI zero. O enquadramento depende do conjunto de critérios técnicos e da produção nacional.

2. IPVA — Mapa por estado em 202

O IPVA continua sendo definido por cada estado, o que cria um cenário fragmentado. Em 2026, diversos estados oferecem incentivos para veículos eletrificados, mas com regras bastante diferentes.

Há três grupos principais:

Isenção total para veículos 100% elétricos
Distrito Federal, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul adotam isenção integral para elétricos, com regras próprias em cada caso.

Isenção com condições específicas
Bahia: isenção para elétricos com valor até R$ 300 mil
Tocantins: isenção para elétricos e híbridos adquiridos em concessionárias no estado até dezembro de 2026
Minas Gerais: isenção apenas para veículos eletrificados fabricados no estado
Distrito Federal: benefício condicionado à aquisição e registro local do veículo

Alíquota reduzida
Rio de Janeiro: alíquota reduzida em relação aos veículos a combustão, com diferenciação entre híbridos e elétricos
Ceará e outros estados: reduções progressivas ou parciais, dependendo da tecnologia

Casos que exigem atenção

São Paulo
Isenção apenas para híbridos flex produzidos no estado, com limite de valor (R$ 261.154,45 em 2026) e exigências técnicas como potência mínima do motor elétrico.
Carros 100% elétricos continuam pagando IPVA cheio (4%).

Minas Gerais
A isenção depende da fabricação no estado, o que limita fortemente o alcance do benefício.

Mato Grosso do Sul
Existe previsão legal de redução relevante, mas a aplicação prática do benefício ainda não é uniforme. É essencial verificar diretamente com a Sefaz estadual.

Estados sem incentivo relevante para elétricos
Alguns estados ainda não possuem políticas específicas consolidadas para veículos elétricos ou híbridos.

3. Como garantir o benefício

A aplicação do benefício varia conforme o estado.

• Em alguns casos, a isenção é automática com base no cadastro do veículo
• Em outros, é necessário solicitar junto à Secretaria da Fazenda
• Há situações em que o benefício depende de condições como local de compra, valor do veículo ou tecnologia
• Concessionários e despachantes costumam ter as informações atualizadas.

Antes de pagar o IPVA 2026, é recomendável consultar diretamente o site da Sefaz do seu estado para confirmar o enquadramento.

4. Nota importante

As regras variam por estado e podem ser alteradas ao longo do ano.

Os incentivos dependem de uma combinação de fatores, como:
• tipo de motorização (elétrico, híbrido, flex)
• local de fabricação
• valor do veículo
• local de aquisição

Este guia foi consolidado com base em informações disponíveis até o início de 2026. Antes de fechar negócio, sempre confirme as condições atualizadas junto à Secretaria da Fazenda do seu estado.

Destaques

SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

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SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

O Auto China 2026 reuniu 1.451 veículos, com 181 estreias mundiais e 71 protótipos distribuídos em 380 mil m². Foi a maior edição já realizada do salão de Pequim e, em escala, superou qualquer outro evento automobilístico contemporâneo.

A dimensão, porém, não foi o ponto central. O conjunto exposto indicou uma mudança de origem técnica da indústria automobilística. Os lançamentos mais relevantes passaram a vir de fabricantes cuja competência principal não era mecânica, mas arquitetura elétrica, software embarcado e integração de sistemas. O automóvel deixou de ser organizado em torno de conjuntos físicos independentes e passou a operar como uma plataforma eletrônica centralizada, com funções distribuídas por processamento e não por hardware dedicado.

Os modelos apresentados a seguir não foram necessariamente os mais caros ou os mais rápidos do salão, mas aqueles que melhor representaram essa transição.

1. Zeekr 8X: o SUV familiar com alma de hipercarro

O Zeekr 8X combinou dimensões e configuração de um SUV de grande porte com um conjunto técnico que, até recentemente, estava restrito a carros de produção limitada. A versão superior utilizou três motores elétricos em arquitetura de 900 volts, com potência combinada de 1.381 cv e 143,9 m·kgf, suficientes para 0 a 100 km/h em 2,96 s.

A arquitetura elétrica permitiu não apenas a entrega de potência, mas a integração de sistemas auxiliares: gerenciamento térmico, recarga de alta potência e distribuição dinâmica de torque. O chassi incorporou freios de seis pistões, rodas forjadas e sistemas de assistência como visão noturna e detecção de travessia de água, elementos que raramente coexistiam em um veículo dessa categoria.

O interior abandonou a lógica de comandos distribuídos e concentrou funções em múltiplas superfícies digitais de alta resolução, com projeção aumentada e integração total entre condução, entretenimento e gestão do veículo.

A resposta de mercado indicou capacidade de escala: 10.000 pedidos em 30 minutos e mais de 30.000 em 48 horas.

2. BMW iX3 & i3 Neue Klasse (China): a reinvenção de Munique

Os primeiros modelos da plataforma Neue Klasse apresentados na China marcaram o abandono definitivo da adaptação de arquiteturas existentes. Foram veículos elétricos concebidos desde a origem como tal, sem compartilhamento estrutural com aplicações a combustão.

A mudança foi mais profunda do que a adoção de uma nova plataforma. A eletrônica passou a ser centralizada, com camadas de software substituindo funções antes executadas por módulos independentes. A arquitetura elétrica deixou de ser um suporte e passou a definir o veículo.

O desenvolvimento direcionado ao mercado chinês indicou uma inversão relevante: não se tratava mais de adaptar produtos globais a mercados locais, mas de desenvolver soluções locais com potencial de expansão global.

3. Xiaomi SU7 (nova geração): o fenômeno que não para de crescer

O SU7 consolidou a entrada de um fabricante de eletrônicos no setor automobilístico com domínio de cadeia produtiva, software e integração de sistemas.

O percurso de 1.313 km entre Pequim e Xangai com uma única parada para recarga, consumo médio de 14,6 kWh/100 km e alcance declarado de 902 km no ciclo CLTC refletiram eficiência energética e gestão de bateria em nível elevado para produção em série.

A capacidade de produção, próxima de 800 unidades diárias no início das entregas, aproximou o automóvel de uma lógica industrial contínua, mais próxima da eletrônica de consumo do que da manufatura tradicional de veículos.

Mais do que o produto isolado, o SU7 representou a entrada de novos agentes com domínio de software, interface e escala produtiva.

4. XPeng GX: o SUV que também é robotáxi

O XPeng GX foi concebido com base em arquitetura voltada à condução autônoma em nível 4, com capacidade de processamento de até 3.000 TOPS por meio de chips proprietários.

A diferença não esteve apenas no nível de automação, mas na concepção do veículo como unidade operacional autônoma. O automóvel deixou de ser um objeto conduzido e passou a ser um sistema capaz de executar deslocamentos dentro de um ambiente controlado por dados.

5. Hyundai IONIQ V: a Coreia do Sul em modo sobrevivência

O IONIQ V foi um projeto específico para o mercado chinês, com mais de 600 km de alcance no ciclo CLTC, arquitetura de 800 volts e fornecimento de baterias pela CATL.

O modelo integrou um plano industrial mais amplo, com investimento conjunto com a BAIC e meta de 500 mil unidades anuais até 2030. O dado relevante não foi o produto isolado, mas a reconfiguração da presença de fabricantes globais em um mercado que passou a ditar ritmo tecnológico.

6. AUDI E7X: a “outra” Audi que você não conhece

O E7X integrou uma linha criada em parceria com a SAIC, com identidade própria e operação restrita ao mercado chinês. Não se tratou de uma variação regional de produto existente, mas de uma estrutura paralela de desenvolvimento, com arquitetura, posicionamento e linguagem independentes.

O conjunto técnico incluiu bateria de 109 kWh, alcance superior a 750 km no ciclo CLTC e dois motores elétricos com potência combinada de 670 cv, capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,9 s.

Mais relevante que os números foi a decisão estrutural: um fabricante europeu estabelecendo uma segunda identidade de marca para operar em um ambiente técnico e competitivo distinto.

7. Huawei Wenjie M9 Ultimate Extended Edition: quando a China desafia o Rolls-Royce

O M9 resultou de uma divisão clara entre desenvolvimento digital e manufatura. A Huawei concentrou definição de produto, arquitetura eletrônica, software embarcado e sistemas de condução, enquanto a Seres respondeu por engenharia física, produção e suporte.

O veículo utilizou um motor 2,0 turbocarregado como extensor de alcance, associado a três motores elétricos, configurando um sistema híbrido em série voltado à maximização de alcance e flexibilidade operacional.

As dimensões, com 5.402 mm de comprimento e entre-eixos de 3.236 mm, posicionaram o modelo no segmento superior de SUVs de grande porte.

8. Li Auto L9 Livis: o SUV que faz tudo

O L9 Livis concentrou um conjunto técnico incomum em um veículo de uso cotidiano, reunindo soluções que historicamente apareciam de forma isolada ou em aplicações experimentais.

A suspensão ativa operou em arquitetura de 900 volts com controle individual por roda, permitindo ajuste contínuo de mola e amortecimento sem interligação mecânica entre eixos. O chassi utilizou sistemas steer-by-wire e brake-by-wire, eliminando conexões físicas diretas entre comandos e atuadores.

O processamento embarcado foi realizado por dois chips de 5 nm com capacidade combinada de 2.560 TOPS, suportando múltiplos sensores LiDAR e sistemas de assistência avançados. O conjunto mecânico, com motor a combustão como extensor de alcance, permitiu autonomia total superior a 1.500 km, com consumo declarado de 6,3 L/100 km no ciclo WLTC.

9. Volkswagen ID.UNYX 09: a Alemanha se salva com DNA chinês

O ID.UNYX 09 resultou de desenvolvimento conjunto com empresas chinesas, utilizando arquitetura eletrônica local e sistemas de condução autônoma desenvolvidos no próprio mercado em que o veículo seria comercializado.

A estratégia associada incluiu mais de 20 lançamentos eletrificados em 2026 e 50 até 2030, com foco específico na China. O desenvolvimento deixou de ser centralizado na matriz e passou a ocorrer de forma distribuída, com forte dependência de fornecedores e parceiros locais.

10. NIO ES9: o chip próprio que muda as regras

O ES9 introduziu o chip Shenji NX9031, desenvolvido pela própria NIO em processo de 5 nm, destinado ao processamento de sistemas de condução autônoma.

A presença de três sensores LiDAR de série reforçou a abordagem baseada em redundância e capacidade de processamento elevada. O desenvolvimento interno de semicondutores reduziu a dependência de fornecedores tradicionais como NVIDIA e Qualcomm, alterando a cadeia de valor do setor.

Conclusão

O conjunto apresentado no Auto China 2026 concentrou um volume de veículos elétricos e sistemas eletrônicos superior à oferta disponível em mercados tradicionais.

Mais relevante que a quantidade foi a natureza dos produtos. O automóvel deixou de ser um sistema predominantemente mecânico para se tornar uma plataforma integrada de hardware e software, com desenvolvimento orientado por processamento, conectividade e controle eletrônico.

Os modelos reunidos neste salão indicaram que essa transição já não estava em fase inicial. Tratou-se de um processo em execução, com escala industrial e impacto direto na organização da indústria automobilística global.

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Mercado

Os Melhores Carros Elétricos para Usar na Cidade em 2026

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Viver na cidade e ter um carro elétrico virou uma combinação perfeita. Com o crescimento da infraestrutura de recarga e modelos cada vez mais acessíveis, a decisão ficou mais fácil — mas também mais complexa. Em 2026, a rede de eletropostos no Brasil cresceu 40%, e o número de modelos disponíveis abaixo de R$ 150 mil nunca foi tão grande. A Eltro fez o trabalho por você.


Por que o carro elétrico é ideal para a cidade?

Antes de entrar nos modelos, vale entender por que o EV e o ambiente urbano foram feitos um para o outro.

O motor elétrico entrega torque instantâneo e direção suave, sem as trocas de marchas tradicionais. Isso resulta em aceleração responsiva e condução silenciosa, especialmente em trânsito urbano. Quem já dirigiu um EV em congestionamento sabe: a experiência muda completamente.

Além disso, o custo por quilômetro urbano é imbatível. O elétrico oferece exatamente o que muita gente busca para o dia a dia: custo por quilômetro baixo, condução leve na cidade e manutenção mais simples quando comparado a carros a combustão. 

E tem mais: a maioria dos brasileiros roda menos de 80 km por dia. Isso significa que praticamente todos os modelos desta lista resolvem a semana inteira com uma única recarga feita em casa durante a noite.

Os melhores carros elétricos para a cidade em 2026

1. Renault Kwid E-Tech — O mais acessível do Brasil

Com preço sugerido de R$ 99.990, o Kwid E-Tech é o único veículo 0 km abaixo da marca de R$ 100 mil — e se consolida como uma das principais portas de entrada para o carro elétrico no Brasil. Com apenas 969 kg, o veículo é leve e simples de manobrar em vagas apertadas, garagens antigas ou estacionamentos movimentados de shoppings. Para quem vive em cidade grande, esse detalhe faz toda a diferença no dia a dia.

  • Autonomia: 185 km (ciclo PBEV)
  • Potência: 65 cv
  • Recarga doméstica: tomada 220V, aproximadamente 9 horas para carga completa
  • Ideal para: quem quer entrar no mundo EV com o menor investimento possível

Ponto de atenção: a autonomia de 185 km é suficiente para a maioria das rotinas urbanas, mas não deixa muita margem para imprevistos. Recarregar regularmente em casa é essencial.

2. BYD Dolphin Mini — O equilíbrio perfeito para a cidade

O BYD Dolphin Mini traz equilíbrio entre alcance, tecnologia e custo — com preço sugerido de R$ 119.890, potência de 75 cv e autonomia de 280 km. 

É o modelo que mais cresce em popularidade entre compradores de primeira viagem no segmento elétrico. O salto de autonomia em relação ao Kwid — quase 100 km a mais — traz conforto psicológico real para quem ainda tem dúvidas sobre recarregar no dia a dia.

  • Autonomia: 280 km
  • Potência: 75 cv
  • Preço: a partir de R$ 119.890
  • Ideal para: famílias pequenas e motoristas urbanos que querem mais tranquilidade na autonomia

3. BYD Dolphin GS — Mais espaço, mesma eficiência

O Dolphin GS tem 95 cv de potência, bateria de aproximadamente 45 kWh, 291 km de autonomia Inmetro e foco no bom espaço interno e porta-malas de 345 litros. 

Para quem precisa de um pouco mais de espaço sem abrir mão da eficiência urbana, o Dolphin GS é a escolha natural. Seu espaço interno é digno de sedã médio, graças ao entre-eixos de 2,70 m. 

  • Autonomia: 291 km
  • Potência: 95 cv
  • Porta-malas: 345 litros
  • Ideal para: famílias que precisam de espaço sem perder a praticidade urbana

4. Chevrolet Spark EUV — O SUV urbano mais acessível

O Spark EUV aposta na força da marca Chevrolet e em um conjunto equilibrado para uso urbano ampliado, com 108 cv e autonomia de 258 km com bateria de 42 kWh. Diferente dos carros elétricos chineses dessa faixa de preço, o Spark EUV é um SUV — o que significa mais altura, mais visibilidade e uma posição de direção que agrada especialmente quem vem de SUVs a combustão.

  • Autonomia: 258 km
  • Potência: 108 cv
  • Carroceria: SUV compacto
  • Ideal para: quem quer a praticidade de um SUV com custo operacional de EV

5. MG4 Comfort — Autonomia e desempenho acima da média

O MG4 Comfort impressiona pelos números para sua faixa de preço: 190 cv, torque de 35,7 kgfm e autonomia de 364 km, com bateria de 64 kWh. Para quem usa o carro na cidade durante a semana mas viaja nos fins de semana, o MG4 entrega a melhor combinação de autonomia e desempenho entre os modelos acessíveis. Os 364 km de autonomia eliminam completamente qualquer ansiedade sobre recarregar.

  • Autonomia: 364 km
  • Potência: 190 cv
  • Ideal para: motoristas que querem desempenho real e autonomia confortável para viagens

Comparativo rápido

ModeloPreço inicialAutonomiaPotênciaMelhor para
Renault Kwid E-TechR$ 99.990185 km65 cvEntrada no EV
BYD Dolphin MiniR$ 119.890280 km75 cvEquilíbrio urbano
BYD Dolphin GS~R$ 139.990291 km95 cvEspaço + eficiência
Chevrolet Spark EUV~R$ 149.990258 km108 cvSUV urbano
MG4 Comfort~R$ 169.990364 km190 cvDesempenho + viagem

Como escolher o certo para você?

A resposta começa com uma pergunta simples: quantos quilômetros você roda por dia?

Se a resposta for menos de 80 km, praticamente qualquer modelo desta lista resolve. Nesse caso, o critério decisivo passa a ser o preço de entrada, o espaço interno e os equipamentos de série.

Se você roda entre 80 km e 150 km por dia, elimine o Kwid da lista e foque nos modelos com autonomia acima de 250 km — que entregam folga real para o seu dia sem depender de recargas intermediárias.

Se você precisa de um carro que funcione tanto na cidade quanto em viagens longas, o MG4 é o candidato mais equilibrado da lista.

E se o budget é o fator decisivo, o Kwid E-Tech entrega o menor custo de entrada do mercado com uma rotina urbana tranquila para quem tem onde recarregar em casa.

A Eltro ajuda você a decidir

Escolher o modelo certo é apenas o começo. Depois vêm as perguntas sobre financiamento, incentivos fiscais no seu estado, infraestrutura de recarga na sua região e a experiência real nas concessionárias.

A Eltro está aqui para guiar cada etapa da sua jornada — com conteúdo imparcial, comparativos atualizados e uma ferramenta de simulação personalizada para o seu perfil.

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Destaques

BEV, PHEV E HEV: QUAL É A DIFERENÇA E QUAL COMPRAR EM 2026?

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Você entra em uma concessionária e, em poucos minutos, ouve três siglas diferentes. BEV, PHEV e HEV. Todas prometem eficiência, economia e menor impacto ambiental. Mas não são a mesma coisa, e escolher errado pode significar pagar mais e levar um carro que não atende ao seu uso real.

O mercado brasileiro de eletrificados cresce rápido, mas ainda é cercado por ruído. Este guia organiza o tema de forma objetiva, com base no que realmente importa na decisão de compra.

O que são veículos eletrificados?
O termo “eletrificado” agrupa tecnologias distintas. Vai desde veículos totalmente elétricos até modelos que utilizam a eletricidade como apoio ao motor a combustão.

As três categorias principais são BEV, PHEV e HEV. A diferença entre elas está no papel da eletricidade na propulsão e, principalmente, no grau de dependência de recarga externa.

BEV (Battery Electric Vehicle – veículo totalmente elétrico)
O BEV funciona exclusivamente com energia elétrica. Não há motor a combustão, não há combustível líquido, não há escapamento.

A energia é armazenada em baterias de íons de lítio e alimenta um ou mais motores elétricos. A recarga pode ser feita em tomada doméstica, wallbox ou eletropostos públicos.

Pontos objetivos:

• emissão local zero durante o uso
• funcionamento silencioso e entrega imediata de torque
• mecânica mais simples, com menos componentes móveis

Limitações reais:

• autonomia variável, em geral entre cerca de 200 km e mais de 600 km
• tempo de recarga superior ao de um abastecimento convencional
• dependência de infraestrutura, ainda concentrada em grandes centros

Para quem faz sentido: uso urbano com rotina previsível e acesso a recarga em casa ou no trabalho.

PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle – híbrido plug-in)
O PHEV combina dois sistemas completos: motor elétrico com bateria recarregável e motor a combustão.

Pode rodar em modo elétrico por distâncias curtas, normalmente entre 40 km e 80 km. Quando a bateria se esgota, o motor a combustão assume.

Pontos objetivos:

• possibilidade de uso elétrico no dia a dia
• autonomia total equivalente a um carro convencional
• flexibilidade de uso, sem dependência total de recarga

Limitações reais:

• custo de aquisição mais alto
• maior complexidade técnica
• ganho econômico depende diretamente da frequência de recarga

Se não for recarregado com regularidade, o consumo pode se aproximar de um carro convencional.

Para quem faz sentido: uso misto, com possibilidade real de recarga frequente ao longo da semana.

HEV (Hybrid Electric Vehicle – híbrido convencional)
O HEV não precisa de tomada. A bateria é carregada automaticamente pelo próprio sistema, principalmente por regeneração de energia nas frenagens.

O motor elétrico atua como apoio ao motor a combustão, reduzindo consumo e emissões, especialmente em uso urbano.

Pontos objetivos:

• menor consumo em relação a um carro convencional equivalente
• operação simples, sem mudança de hábito
• independência total de infraestrutura de recarga

Limitações reais:

• continua dependente de combustível
• ganhos mais modestos em emissões e custo operacional
• menor controle direto sobre o uso da energia elétrica

Para quem faz sentido: uso predominantemente urbano, sem necessidade ou intenção de mudar hábitos.

Comparativo direto

CaracterísticaBEVPHEVHEV
Recarga na tomadaSimSimNão
Uso de combustívelNãoSimSim
Autonomia elétricaTotal (de 200 a 400 km) depende do modeloParcial (40 a 80 km em média) depende do modeloLimitada e indireta
EmissõesZero localBaixaReduzida
Complexidade mecânicaMenorMaiorIntermediária
Custo operacionalMuito baixoBaixo a médioBaixo a médio
Dependência de recargaAltaModeradaNenhuma
Perfil de uso idealRotina urbana com recargaUso misto com recarga frequenteUso urbano sem mudança de hábito

Qual escolher em 2026?

A escolha não é tecnológica. É comportamental.

Se você tem rotina previsível e acesso a recarga, o BEV tende a oferecer o menor custo operacional e a melhor eficiência no uso urbano.

Se precisa de flexibilidade total e não quer depender da infraestrutura, o PHEV resolve, desde que seja recarregado com frequência.

Se não quer mudar hábitos e busca apenas reduzir consumo, o HEV continua sendo a solução mais simples.

Essas tecnologias podem oferecer vantagens relevantes em relação a um carro a combustão puro, mas o resultado depende do alinhamento entre tecnologia e uso real.

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