Fale Conosco

Destaques

SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

Publicado

on

SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

O Auto China 2026 reuniu 1.451 veículos, com 181 estreias mundiais e 71 protótipos distribuídos em 380 mil m². Foi a maior edição já realizada do salão de Pequim e, em escala, superou qualquer outro evento automobilístico contemporâneo.

A dimensão, porém, não foi o ponto central. O conjunto exposto indicou uma mudança de origem técnica da indústria automobilística. Os lançamentos mais relevantes passaram a vir de fabricantes cuja competência principal não era mecânica, mas arquitetura elétrica, software embarcado e integração de sistemas. O automóvel deixou de ser organizado em torno de conjuntos físicos independentes e passou a operar como uma plataforma eletrônica centralizada, com funções distribuídas por processamento e não por hardware dedicado.

Os modelos apresentados a seguir não foram necessariamente os mais caros ou os mais rápidos do salão, mas aqueles que melhor representaram essa transição.

1. Zeekr 8X: o SUV familiar com alma de hipercarro

O Zeekr 8X combinou dimensões e configuração de um SUV de grande porte com um conjunto técnico que, até recentemente, estava restrito a carros de produção limitada. A versão superior utilizou três motores elétricos em arquitetura de 900 volts, com potência combinada de 1.381 cv e 143,9 m·kgf, suficientes para 0 a 100 km/h em 2,96 s.

A arquitetura elétrica permitiu não apenas a entrega de potência, mas a integração de sistemas auxiliares: gerenciamento térmico, recarga de alta potência e distribuição dinâmica de torque. O chassi incorporou freios de seis pistões, rodas forjadas e sistemas de assistência como visão noturna e detecção de travessia de água, elementos que raramente coexistiam em um veículo dessa categoria.

O interior abandonou a lógica de comandos distribuídos e concentrou funções em múltiplas superfícies digitais de alta resolução, com projeção aumentada e integração total entre condução, entretenimento e gestão do veículo.

A resposta de mercado indicou capacidade de escala: 10.000 pedidos em 30 minutos e mais de 30.000 em 48 horas.

2. BMW iX3 & i3 Neue Klasse (China): a reinvenção de Munique

Os primeiros modelos da plataforma Neue Klasse apresentados na China marcaram o abandono definitivo da adaptação de arquiteturas existentes. Foram veículos elétricos concebidos desde a origem como tal, sem compartilhamento estrutural com aplicações a combustão.

A mudança foi mais profunda do que a adoção de uma nova plataforma. A eletrônica passou a ser centralizada, com camadas de software substituindo funções antes executadas por módulos independentes. A arquitetura elétrica deixou de ser um suporte e passou a definir o veículo.

O desenvolvimento direcionado ao mercado chinês indicou uma inversão relevante: não se tratava mais de adaptar produtos globais a mercados locais, mas de desenvolver soluções locais com potencial de expansão global.

3. Xiaomi SU7 (nova geração): o fenômeno que não para de crescer

O SU7 consolidou a entrada de um fabricante de eletrônicos no setor automobilístico com domínio de cadeia produtiva, software e integração de sistemas.

O percurso de 1.313 km entre Pequim e Xangai com uma única parada para recarga, consumo médio de 14,6 kWh/100 km e alcance declarado de 902 km no ciclo CLTC refletiram eficiência energética e gestão de bateria em nível elevado para produção em série.

A capacidade de produção, próxima de 800 unidades diárias no início das entregas, aproximou o automóvel de uma lógica industrial contínua, mais próxima da eletrônica de consumo do que da manufatura tradicional de veículos.

Mais do que o produto isolado, o SU7 representou a entrada de novos agentes com domínio de software, interface e escala produtiva.

4. XPeng GX: o SUV que também é robotáxi

O XPeng GX foi concebido com base em arquitetura voltada à condução autônoma em nível 4, com capacidade de processamento de até 3.000 TOPS por meio de chips proprietários.

A diferença não esteve apenas no nível de automação, mas na concepção do veículo como unidade operacional autônoma. O automóvel deixou de ser um objeto conduzido e passou a ser um sistema capaz de executar deslocamentos dentro de um ambiente controlado por dados.

5. Hyundai IONIQ V: a Coreia do Sul em modo sobrevivência

O IONIQ V foi um projeto específico para o mercado chinês, com mais de 600 km de alcance no ciclo CLTC, arquitetura de 800 volts e fornecimento de baterias pela CATL.

O modelo integrou um plano industrial mais amplo, com investimento conjunto com a BAIC e meta de 500 mil unidades anuais até 2030. O dado relevante não foi o produto isolado, mas a reconfiguração da presença de fabricantes globais em um mercado que passou a ditar ritmo tecnológico.

6. AUDI E7X: a “outra” Audi que você não conhece

O E7X integrou uma linha criada em parceria com a SAIC, com identidade própria e operação restrita ao mercado chinês. Não se tratou de uma variação regional de produto existente, mas de uma estrutura paralela de desenvolvimento, com arquitetura, posicionamento e linguagem independentes.

O conjunto técnico incluiu bateria de 109 kWh, alcance superior a 750 km no ciclo CLTC e dois motores elétricos com potência combinada de 670 cv, capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,9 s.

Mais relevante que os números foi a decisão estrutural: um fabricante europeu estabelecendo uma segunda identidade de marca para operar em um ambiente técnico e competitivo distinto.

7. Huawei Wenjie M9 Ultimate Extended Edition: quando a China desafia o Rolls-Royce

O M9 resultou de uma divisão clara entre desenvolvimento digital e manufatura. A Huawei concentrou definição de produto, arquitetura eletrônica, software embarcado e sistemas de condução, enquanto a Seres respondeu por engenharia física, produção e suporte.

O veículo utilizou um motor 2,0 turbocarregado como extensor de alcance, associado a três motores elétricos, configurando um sistema híbrido em série voltado à maximização de alcance e flexibilidade operacional.

As dimensões, com 5.402 mm de comprimento e entre-eixos de 3.236 mm, posicionaram o modelo no segmento superior de SUVs de grande porte.

8. Li Auto L9 Livis: o SUV que faz tudo

O L9 Livis concentrou um conjunto técnico incomum em um veículo de uso cotidiano, reunindo soluções que historicamente apareciam de forma isolada ou em aplicações experimentais.

A suspensão ativa operou em arquitetura de 900 volts com controle individual por roda, permitindo ajuste contínuo de mola e amortecimento sem interligação mecânica entre eixos. O chassi utilizou sistemas steer-by-wire e brake-by-wire, eliminando conexões físicas diretas entre comandos e atuadores.

O processamento embarcado foi realizado por dois chips de 5 nm com capacidade combinada de 2.560 TOPS, suportando múltiplos sensores LiDAR e sistemas de assistência avançados. O conjunto mecânico, com motor a combustão como extensor de alcance, permitiu autonomia total superior a 1.500 km, com consumo declarado de 6,3 L/100 km no ciclo WLTC.

9. Volkswagen ID.UNYX 09: a Alemanha se salva com DNA chinês

O ID.UNYX 09 resultou de desenvolvimento conjunto com empresas chinesas, utilizando arquitetura eletrônica local e sistemas de condução autônoma desenvolvidos no próprio mercado em que o veículo seria comercializado.

A estratégia associada incluiu mais de 20 lançamentos eletrificados em 2026 e 50 até 2030, com foco específico na China. O desenvolvimento deixou de ser centralizado na matriz e passou a ocorrer de forma distribuída, com forte dependência de fornecedores e parceiros locais.

10. NIO ES9: o chip próprio que muda as regras

O ES9 introduziu o chip Shenji NX9031, desenvolvido pela própria NIO em processo de 5 nm, destinado ao processamento de sistemas de condução autônoma.

A presença de três sensores LiDAR de série reforçou a abordagem baseada em redundância e capacidade de processamento elevada. O desenvolvimento interno de semicondutores reduziu a dependência de fornecedores tradicionais como NVIDIA e Qualcomm, alterando a cadeia de valor do setor.

Conclusão

O conjunto apresentado no Auto China 2026 concentrou um volume de veículos elétricos e sistemas eletrônicos superior à oferta disponível em mercados tradicionais.

Mais relevante que a quantidade foi a natureza dos produtos. O automóvel deixou de ser um sistema predominantemente mecânico para se tornar uma plataforma integrada de hardware e software, com desenvolvimento orientado por processamento, conectividade e controle eletrônico.

Os modelos reunidos neste salão indicaram que essa transição já não estava em fase inicial. Tratou-se de um processo em execução, com escala industrial e impacto direto na organização da indústria automobilística global.

Destaques

SUV DE 7 LUGARES ELÉTRICO OU HÍBRIDO: QUAL FAZ MAIS SENTIDO PARA SUA FAMÍLIA?

Publicado

on

Por

Quem viaja com frequência em família sabe que escolher um SUV de 7 lugares vai muito além do número de assentos.

Espaço para bagagens, conforto nas longas distâncias, autonomia, segurança e flexibilidade para diferentes rotinas fazem toda a diferença.

Com a chegada de novos SUVs elétricos e híbridos ao mercado brasileiro, surge uma dúvida comum: qual tipo de eletrificação faz mais sentido para a sua família?

Para famílias que fazem viagens frequentes e longas

Se a rotina inclui viagens rodoviárias constantes, modelos híbridos plug-in (PHEV) podem oferecer uma transição mais confortável.

O CAOA Chery Tiggo 8 Pro PHEV combina motor elétrico e combustão, oferece 7 lugares e amplo espaço interno. É uma opção interessante para famílias que desejam reduzir o consumo de combustível sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga.

O Volvo XC90 Recharge, também híbrido plug-in, é voltado para famílias que priorizam segurança, conforto premium e versatilidade para viagens longas.

Já o GWM Wey 07 aposta em um conjunto híbrido plug-in com foco em tecnologia, eficiência energética e espaço para todos os ocupantes.

Perfil ideal: famílias que percorrem longas distâncias regularmente, visitam cidades menores ou ainda estão se adaptando à eletrificação.

Para famílias grandes que valorizam espaço e conforto

Quando o principal desafio é acomodar filhos, avós, amigos e muita bagagem, alguns modelos se destacam.

O Kia EV9 GT Line é um SUV 100% elétrico com 7 lugares, autonomia de até 434 km pelo Inmetro e porta-malas de 333 litros na configuração de sete ocupantes, podendo ultrapassar 2.300 litros com os bancos rebatidos.

O modelo atende famílias que realizam viagens frequentes e precisam de versatilidade para transportar pessoas e equipamentos esportivos, malas ou itens de lazer.

Outro destaque é o recém-chegado BYD Atto 8, que amplia a oferta de SUVs familiares eletrificados no mercado brasileiro com foco em espaço interno e tecnologia embarcada.

Perfil ideal: famílias grandes, com filhos adolescentes, prática de esportes ou viagens de fim de semana.

Para quem busca luxo, tecnologia e segurança

No segmento premium, o Volvo EX90 Ultra representa uma nova geração de SUVs elétricos familiares. Com 7 lugares, bateria de 111 kWh e autonomia de aproximadamente 459 km pelo Inmetro, o modelo foi desenvolvido com foco em segurança, conectividade e conforto para longas viagens.

O Mercedes-Benz EQS 450 4Matic SUV segue uma proposta semelhante, oferecendo três fileiras de bancos, acabamento sofisticado e tecnologia avançada para famílias que passam muitas horas na estrada.

Já o Mercedes-Benz EQB 250+ é uma alternativa mais compacta para quem deseja sete lugares, mas utiliza o veículo principalmente em trajetos urbanos e deslocamentos cotidianos.

Perfil ideal: famílias que priorizam tecnologia, conforto premium e segurança como fatores decisivos na escolha.

A melhor escolha depende da rotina

Mais importante do que decidir entre elétrico ou híbrido é entender como sua família utiliza o veículo.

Quem roda grandes distâncias frequentemente pode encontrar nos híbridos plug-in uma solução mais confortável. Já famílias com deslocamentos previsíveis e acesso à recarga tendem a aproveitar melhor os benefícios dos SUVs 100% elétricos.

No fim das contas, a melhor escolha não é o SUV com a maior autonomia ou o maior porta-malas. É aquele que faz sentido para a sua rotina, para seus hábitos de viagem e para o momento de vida da sua família.

Continue lendo

Destaques

BYD DOLPHIN PLUS VALE A PENA PARA QUEM MORA EM APARTAMENTO?

Publicado

on

Por

BYD Dolphin Plus

O BYD Dolphin Plus é um dos eletrificados mais comentados do mercado brasileiro em 2026. 

Autonomia de 429 km, bateria de 60,4 kWh, tecnologia embarcada de ponta e preço de R$ 179.800. Mas uma dúvida persiste para quem mora em apartamento: vale a pena investir nesse modelo sem ter garagem própria com tomada dedicada?

A resposta direta é sim. Com a análise certa.

O que você precisa saber sobre recarga no condomínio

Essa é a primeira pergunta de quem mora em apartamento. E a lei já resolveu boa parte dela.

A Lei Federal 14.454 de 2022 garante ao condômino o direito de instalar equipamento de recarga em sua vaga privativa mediante aprovação em assembleia. Em São Paulo, a Lei Estadual 18.403 de 2026 reforça esse direito para edificações residenciais e comerciais.

Na prática, o processo tem três etapas simples. Você apresenta um laudo técnico de um eletricista ao síndico. O pedido vai para assembleia com aprovação por maioria simples. A instalação é feita com medidor individual, para que o custo da energia apareça na sua conta, não na do condomínio.

O custo médio de instalação de um wallbox compatível com o Dolphin Plus fica entre R$ 2.500 e R$ 5.000, dependendo da distância entre sua vaga e o quadro elétrico.

Como o Dolphin Plus se comporta na recarga

Esse é um ponto onde o Dolphin Plus se destaca entre os eletrificados da sua faixa de preço.

A autonomia homologada é de 429 km, com consumo de 7,1 km/kWh — um dos melhores índices de eficiência energética entre os hatches elétricos disponíveis no Brasil.

Na recarga doméstica via wallbox, o Dolphin Plus aceita até 7 kW em corrente alternada. A recarga AC completa leva cerca de 11 horas via wallbox, enquanto o carregador rápido DC de 60 kW completa de 0 a 80% em aproximadamente 45 minutos. 

Para quem mora em apartamento e carrega o carro durante a noite, isso significa acordar com autonomia para mais de 4 dias de uso urbano intenso, considerando 80 km por dia de deslocamento médio.

Autonomia real para a rotina urbana

No uso urbano real, a autonomia fica entre 380 e 410 km — abaixo do valor homologado, como acontece com todo EV, mas ainda assim muito acima da necessidade diária da maioria dos motoristas urbanos brasileiros. 

Para quem mora em apartamento e usa o carro principalmente na cidade, com recarga noturna regular, o Dolphin Plus entrega uma folga confortável que elimina completamente qualquer preocupação com autonomia.

Se você roda até 100 km por dia, uma recarga semanal completa já resolve. Se roda até 150 km por dia, duas recargas semanais dão conta.

Tamanho e praticidade no apartamento

O Dolphin Plus tem comprimento de 4.310 mm, largura de 1.810 mm e entre-eixos de 2.700 mm. É um carro de tamanho médio, que cabe confortavelmente em vagas de garagem padrão de condomínios.

O porta-malas de 345 litros resolve compras, bagagens e o dia a dia sem complicação. E como o carro foi projetado em plataforma 100% elétrica, o assoalho plano e a ausência de túnel central liberam espaço interno acima do esperado para o tamanho externo.

O Dolphin Plus também traz teto solar panorâmico, bancos com memória e sistema de som premium. Equipamentos que fazem diferença em quem passa tempo considerável no carro no trânsito urbano.

A conta financeira para quem mora em apartamento

O investimento inicial é maior do que os compactos da linha Dolphin. Mas a lógica financeira continua favorável.

Quem gasta R$ 700 por mês com gasolina hoje e migra para o Dolphin Plus com recarga doméstica passa a gastar em torno de R$ 130 a R$ 160 por mês com energia. A economia mensal fica entre R$ 540 e R$ 570.

Somando a economia em manutenção, sem trocas de óleo, filtros e correia dentada, o Dolphin Plus pode gerar mais de R$ 8.000 de economia por ano em relação a um equivalente a combustão.

O custo de instalação do wallbox, entre R$ 2.500 e R$ 5.000, se paga em menos de 10 meses.

A garantia da bateria é de 8 anos ou 150.000 km, e o modelo tem isenção de IPVA em vários estados brasileiros — benefícios que reforçam o custo total de propriedade favorável. 

Vale a pena ou não?

Para quem mora em apartamento com vaga privativa, o BYD Dolphin Plus é uma das escolhas mais equilibradas do mercado brasileiro em 2026. A autonomia generosa elimina a ansiedade de recarga, o tamanho é compatível com garagens urbanas e a eficiência energética garante custo operacional baixo mesmo com recargas menos frequentes.

O único ponto de atenção real é a vaga. Se você tem vaga privativa, o caminho está aberto. Se a vaga é coletiva ou rotativa, vale avaliar os eletropostos públicos da sua rotina antes de decidir.

A Eltro tem simuladores, comparativos e guias de recarga para ajudar você a chegar preparado para essa decisão. ⚡

Fontes: BYD Brasil, Elétricos Brasil, Webmotors, Aceleratudo e legislação federal e estadual vigente. Dados verificados em julho de 2026. 

Continue lendo

Destaques

VALE A PENA TER UM CARRO ELÉTRICO MORANDO EM APARTAMENTO?

Publicado

on

Por

recarga em condomínio para carro elétrico ou carro híbrido

Essa é uma das perguntas mais comuns de quem mora em apartamento e está pensando em dar o próximo passo na eletrificação.

E a resposta honesta é: depende de alguns fatores práticos. Mas para a maioria das pessoas que vivem em condomínio e usam o carro na cidade, a resposta é sim.

A Eltro reuniu neste guia tudo o que você precisa saber antes de decidir.

A principal dúvida: onde vou carregar?

Quem mora em casa com garagem própria tem a resposta fácil: instala uma tomada 220V ou um wallbox e resolve.

Quem mora em apartamento enfrenta uma etapa a mais: o condomínio.

Mas essa etapa é mais simples do que parece. Desde 2022, a Lei Federal 14.454 garante ao condômino o direito de instalar equipamento de recarga em sua vaga privativa, mediante aprovação em assembleia. Em São Paulo, a Lei Estadual 18.403, sancionada em 2026, reforça esse direito para edificações residenciais e comerciais.

Na prática, isso significa que você tem respaldo legal. O condomínio não pode simplesmente negar o pedido sem justificativa técnica.

Como funciona a instalação no condomínio

O processo, na maioria dos casos, segue três etapas:

Primeiro, você apresenta o pedido formalmente ao síndico, com um laudo técnico de um eletricista indicando que a instalação é viável na sua vaga sem impactar a estrutura elétrica do condomínio.

Segundo, o pedido vai para assembleia. A aprovação, em geral, exige maioria simples dos condôminos presentes.

Terceiro, a instalação é feita por um eletricista habilitado, com medidor individual para que o custo da energia seja cobrado diretamente na sua conta, não dividido com o condomínio.

O custo médio de instalação de um wallbox em garagem de apartamento, incluindo o equipamento e a mão de obra, fica entre R$ 2.500 e R$ 5.000 dependendo da distância entre o quadro elétrico e a vaga.

Uma tomada 220V convencional, sem o equipamento dedicado, pode custar entre R$ 800 e R$ 1.500 e já resolve para a maioria das rotinas urbanas.

E se minha vaga for coletiva ou rotativa?

Esse é o cenário mais desafiador. Se você não tem vaga fixa, a instalação individual fica inviável.

Nesse caso, existem duas alternativas práticas.

A primeira é verificar se o condomínio tem interesse em instalar pontos de recarga coletivos nas vagas comuns. Cada vez mais condomínios estão fazendo isso como diferencial de valorização do imóvel. Você pode ser o catalisador dessa conversa.

A segunda é mapear os eletropostos públicos próximos da sua rotina: no trabalho, no supermercado, no shopping que você frequenta. Se a recarga pública for acessível e conveniente no seu dia a dia, a ausência de carregador em casa pode não ser um problema real.

Faz sentido para a minha rotina urbana?

Para responder essa pergunta, você precisa responder uma só: quantos quilômetros você roda por dia?

Se a resposta for menos de 80 km, qualquer EV do mercado atual resolve sua semana inteira com uma única recarga noturna. Isso significa que, mesmo carregando mais lentamente em uma tomada comum, você acorda com o carro pronto todos os dias.

Se você roda entre 80 e 150 km por dia, um wallbox ou uma recarga complementar durante o dia, no trabalho ou num eletroposto próximo, resolve.

Acima de 150 km por dia, a gestão da recarga exige mais planejamento, mas ainda é viável com rotina bem estruturada.

Espaço: o carro elétrico é maior ou menor?

Aqui tem uma boa notícia para quem mora em apartamento e se preocupa com o tamanho do carro.

Os modelos elétricos mais vendidos no Brasil são compactos. BYD Dolphin Mini, Renault Kwid E-Tech e Geely EX2 têm comprimentos entre 3,7 e 4,1 metros, menores do que a maioria dos SUVs a combustão.

E apesar do tamanho externo compacto, o espaço interno costuma surpreender. Isso porque os EVs que nascem elétricos não precisam acomodar motor a combustão, caixa de câmbio e túnel central. O espaço que sobra vai para os ocupantes.

Na prática: carro menor pra estacionar, mais espaço pra quem vai dentro.

A conta financeira para quem mora em apartamento

Morar em apartamento não muda a lógica econômica do carro elétrico. O que muda é o custo de instalação inicial, que precisa entrar na conta.

Veja como fica:

Se você gasta R$ 600 por mês com gasolina hoje, um EV com recarga doméstica custa em média R$ 112 por mês. A economia mensal é de aproximadamente R$ 488.

Se a instalação do wallbox custar R$ 4.000, o investimento se paga em menos de 9 meses só com a economia no combustível.

Somando a economia em manutenção, sem trocas de óleo, filtros e correias, o retorno financeiro é ainda mais rápido.

O que a Eltro recomenda para quem mora em apartamento

Antes de visitar uma concessionária, faça três verificações:

Confirme se sua vaga é privativa e qual é a distância até o quadro elétrico mais próximo. Esse dado define o custo de instalação.

Verifique se o regulamento interno do seu condomínio já tem alguma regra sobre recarga. Se não tiver, você entra com a proposta na próxima assembleia.

Mapeie os eletropostos públicos na sua rotina como plano complementar. Mesmo com recarga em casa, ter essa informação traz tranquilidade.

A Eltro tem comparativos de modelos, guias de recarga e ferramentas de simulação que ajudam você a chegar preparado para essa decisão.

Porque morar em apartamento não é um obstáculo para ter um carro elétrico. É só uma etapa a mais no caminho. ⚡

Continue lendo

Em Alta