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ELTRO EXPLICA LEAPMOTOR B10

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ELTRO EXPLICA LEAPMOTOR B10

ONDE ELE SE ENCAIXA NO MERCADO E PARA QUEM FAZ SENTIDO

Data: 29 de maio de 2026
Autor: Paulo Manzano

  1. 1. MODELO E POSICIONAMENTO

O Leapmotor B10 é um SUV elétrico de porte médio que chegou ao Brasil em abril de 2026 como o modelo de entrada da marca abaixo do C10. É vendido em versão única Life, com preço público de R$ 182.990 e condições promocionais de lançamento próximas de R$ 175 mil.

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Ele ocupa um espaço bastante competitivo no mercado: preço de SUV elétrico compacto, porte de SUV médio e operação apoiada pela Stellantis.
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Com 4,52 metros de comprimento e 2,74 metros de entre eixos, o B10 fica próximo de modelos como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross em porte externo, mas disputa principalmente com BYD Yuan Pro, Geely EX5, Omoda E5 e GAC Aion Y pelo preço e proposta de uso.

A estratégia da Leapmotor parece bastante objetiva. Em vez de tentar posicionar o B10 como produto premium, a marca busca entregar muito conteúdo, bom espaço interno e pacote tecnológico forte por um preço mais agressivo do que a média dos elétricos médios.

  1. 2. O QUE IMPORTA NA PRÁTICA

O B10 vendido no Brasil usa motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 m·kgf, com tração traseira. Esse é um diferencial técnico relevante, porque muitos concorrentes diretos utilizam motor dianteiro.

Na prática, isso melhora equilíbrio dinâmico, distribuição de peso e sensação de condução.

O desempenho não busca proposta esportiva, mas entrega respostas rápidas e comportamento agradável no trânsito urbano e em rodovia. O 0 a 100 km/h fica em cerca de 8 segundos, número mais do que suficiente para a proposta familiar e cotidiana do carro.

A bateria é do tipo LFP (fosfato de ferro lítio), com 56,2 kWh. O alcance certificado pelo Inmetro é de 288 km. No uso real, isso normalmente representa algo entre 230 km e 300 km dependendo do trânsito, temperatura, velocidade média e uso do ar condicionado.

Para uso urbano e metropolitano, atende bem. Para viagens frequentes, exige planejamento maior, especialmente porque alguns rivais já oferecem alcance mais elevado.

A recarga rápida é um dos pontos fortes do conjunto. Em corrente contínua, o carro aceita potências elevadas e consegue recuperar de 30% a 80% da bateria em algo entre 16 e 20 minutos em condições ideais.A suspensão tem acerto mais firme e controlado do que muitos elétricos chineses recentes, sem comprometer excessivamente o conforto. Existe participação técnica da Stellantis nesse desenvolvimento, algo que aparece principalmente na calibração de direção e suspensão.

  1. 3. FICHA TÉCNICA ESSENCIAL

Motor: elétrico traseiro
Tração: traseira

Potência: 218 cv
Torque: 24,5 m·kgf

Bateria: 56,2 kWh (LFP)
Alcance Inmetro: 288 km

Recarga DC: até 168 kW
Recarga AC: 11 kW

0 a 100 km/h: cerca de 8 s
Velocidade máxima: 170 km/h

Comprimento: 4,52 m
Largura: 1,89 m
Altura: 1,66 m
Entre eixos: 2,74 mPorta malas: 365 litros

4. EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA

O B10 chega ao Brasil em versão única bastante completa.

Traz central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas, câmera 360 graus, carregador por indução, teto panorâmico, sete airbags e pacote amplo de assistência à condução.

Entre os sistemas de assistência estão:

Controle de cruzeiro adaptativo
Frenagem automática de emergência
Assistente de permanência em faixa
Monitoramento de ponto cego
Alerta de tráfego cruzado traseiro
Reconhecimento de placas de velocidade
Assistente para congestionamentos

A plataforma eletrônica utiliza arquitetura própria da Leapmotor com atualizações remotas e processador Qualcomm Snapdragon 8155.

O interior segue tendência minimalista já vista em diversos elétricos chineses recentes, com poucos botões físicos e forte dependência da tela central.

  1. 5. PARA QUEM FAZ SENTIDO

O B10 faz sentido para quem quer migrar para um SUV elétrico mais familiar sem entrar em faixas de preço mais altas.

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Atende consumidores que valorizam espaço interno, tecnologia embarcada e pacote de equipamentos forte, mas não necessariamente buscam uma marca premium tradicional.
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A presença da Stellantis na operação brasileira também pode pesar positivamente para muitos compradores. Em um segmento onde diversas marcas ainda estão construindo rede, pós venda e confiança, isso reduz parte da insegurança natural do consumidor.

Não é o carro ideal para quem faz viagens longas frequentes sem planejamento de recarga ou precisa de porta malas muito amplo para uso familiar intenso.

  1. 6. PONTOS DE DESTAQUE

Tração traseira.
Motor de 218 cv com bom desempenho para a categoria.
Recarga rápida competitiva.
Pacote de assistências bastante completo.
Boa calibração de suspensão e direção.
Interior espaçoso para o porte.
Preço competitivo dentro do segmento.
Operação apoiada pela Stellantis.
Cinco estrelas no Euro NCAP.

  1. 7. PONTOS DE ATENÇÃO

Alcance Inmetro de 288 km fica abaixo de alguns rivais diretos.
Porta malas de 365 litros apenas correto para o porte do veículo.
Marca ainda nova no Brasil.
Interior muito dependente da tela central.
Valor de revenda ainda é incerto.
Rede de concessionárias ainda em expansão.

  1. RESUMO

O Leapmotor B10 chega ao Brasil com uma proposta bastante racional.

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Entrega porte de SUV médio, tração traseira, bom pacote tecnológico, recarga rápida e equipamentos completos por um preço competitivo dentro do universo dos elétricos.
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Seu maior diferencial talvez esteja justamente no equilíbrio do conjunto. O carro não tenta ser o mais rápido, o mais luxuoso ou o de maior alcance da categoria. Mas consegue reunir atributos importantes para o consumidor que está entrando agora no universo elétrico. Com uma boa relação custo-benefício.

O apoio operacional da Stellantis também tende a ajudar a marca em temas importantes como pós-venda, peças e confiança do consumidor.

As limitações aparecem principalmente no alcance certificado relativamente conservador e no porta-malas apenas correto para a categoria.

Ainda assim, o B10 entra como uma das propostas mais coerentes entre os SUVs elétricos médios disponíveis hoje no mercado brasileiro.

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WEY 07 VS BMW X3, X5 E VOLVO XC90: QUANDO PAGAR MAIS NÃO SIGNIFICA LEVAR MAIS

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WEY 07

O Wey 07 a R$ 429 mil contra modelos de R$ 516 mil a R$ 860 mil. O que o preço extra realmente compra?
O comprador que avalia um SUV de luxo acima de R$ 500.000 tem um perfil definido: bem-sucedido, orientado por prestígio e experiência de marca, mas cada vez mais atento à relação entre o que paga e o que recebe. É exatamente esse comprador que o BMW X3, o BMW X5 e o Volvo XC90 disputam, e é exatamente para ele que o Wey 07 tem uma pergunta direta.

O Wey 07 tem design atraente com linhas fluidas, superfícies limpas e ausência de excessos ornamentais, fazendo desse SUV um carro com presença de rua sem ostentação. É grande, é sofisticado, mas não precisa de cromados chamativos para se impor. Para quem prefere ser reconhecido pelo que dirige, o Wey 07 tem estética coerente com esse perfil. A versão Dark Edition aprofunda essa leitura: cor preta, rodas de 21 polegadas com pinças vermelhas e Alcantara integral por R$ 432.000.

BMW X3 30 xDrive M Sport parte de R$ 516.000. Motor 2.0 turbo de 258 cv com sistema híbrido leve de 48V sem plug-in (não pode ser carregado externamente), tração integral xDrive e cinco lugares. Por R$ 87.000 a mais que o Wey 07, o comprador leva menos potência, sem eletrificação real e com menos espaço. O que leva de fato: a tradição BMW e uma rede de serviços consolidada que o mercado de usados reconhece e precifica bem.

O Volvo XC90 T8 parte de R$ 530.000 e chega a R$ 700.000. Tem 462 cv, 72,3 m·kgf de torque, bateria de 18,8 kWh e autonomia elétrica de 47 km pelo Inmetro. Sete lugares com terceira fileira limitada para adultos e porta-malas de 316 litros com todos os sete assentos em uso. Capacidade de reboque de 2.400 kg. Rede densa, segurança reconhecida mundialmente.

O BMW X5 xDrive50e parte de R$ 860.000. É o rival com eletrificação plug-in mais expressiva do grupo: motor seis cilindros de 313 cv com motor elétrico de 197 cv, totalizando 489 cv e 71,4 m·kgf. Bateria de 25,7 kWh com autonomia de 79 km pelo Inmetro. Cinco lugares, 4,94 metros, entre-eixos de 2,97 metros. Por R$ 431.000 a mais que o Wey 07, o comprador leva 28 cv adicionais, uma bateria maior e a marca BMW num dos seus modelos mais completos.

O Wey 07 tem 517 cv, bateria de 42,5 kWh, 128 km elétricos pelo Inmetro, tração integral inteligente e seis lugares com massagem executiva. Por R$ 429.000. Supera o X3 em tudo que se mede. Supera o XC90 em potência, bateria e autonomia elétrica certificada. E custa menos da metade do X5.

O pacote de pós-venda da GWM reforça a decisão: garantia de 6 anos para o veículo e 8 anos para a bateria de alta tensão. Pacote Tranquilidade com assistência 24h por dois anos, oficina móvel, carro cortesia em diagnósticos acima de cinco dias e carregador portátil de 3,6 kW. Rede de 130 concessionárias e 83 centros técnicos com NPS acima de 89%. A GWM encerrou 2025 com 42.785 veículos vendidos, crescimento de 46%, e tem fábrica própria em Iracemápolis (SP).

A marca Wey ainda constrói sua história no Brasil, e isso é um fato. Mas os dados são igualmente um fato. Para o comprador que avalia o que está dentro do carro antes do que está na grade, o Wey 07 tem motivos sólidos para ser a primeira parada antes de assinar qualquer pedido dos rivais.

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WEY 07 VS AUDI Q5 E VOLVO XC60: MAIS CARRO PELO MESMO INVESTIMENTO

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Wey 07 azul

Na faixa dos R$ 400 mil a R$ 470 mil, o SUV da GWM entrega o que os rivais não conseguem reunir num único modelo

Existe um perfil claro de comprador para esse segmento: executivo ou empresário entre 38 e 55 anos, família constituída, que usa o carro tanto para a rotina urbana quanto para viagens frequentes e quer eletrificação real sem abrir mão de espaço e conforto para todos a bordo. É exatamente esse comprador que o Audi Q5 2026, o Volvo XC60 T8 2026 e o GWM Wey 07 disputam.

O design do Wey 07 fala antes da ficha técnica. As proporções são imponentes sem ser agressivas: 5,15 metros de comprimento, linhas fluidas com superfícies limpas e ausência de ornamentos desnecessários. É um SUV com presença de rua inequívoca e vocabulário visual sofisticado, que a GWM define como Smart Luxury: luxo inteligente, sem ostentação. A versão Dark Edition vai além: pintura preta integral, rodas exclusivas de 21 polegadas com pinças de freio vermelhas e interior totalmente em Alcantara preto, para quem quer o mesmo pacote com identidade visual mais esportiva e assertiva, por R$ 432.000.

O Q5 2026 tem motor 2.0 TFSI de 272 cv, tração integral quattro, cinco lugares e porta-malas de 520 litros. Plataforma nova, acabamento refinado e telas de 14,5 e 11,9 polegadas. Parte de R$ 400.000. Não tem eletrificação plug-in nas versões disponíveis nessa faixa. É um SUV a combustão refinado, com a força da marca Audi e liquidez invejável no mercado de usados.

O XC60 T8 2026 tem eletrificação plug-in real. O sistema T8 combina motor 2.0 turbo com motor elétrico traseiro, entregando 462 cv e 72,3 m·kgf de torque. Autonomia elétrica de 44 km pelo Inmetro. Cinco lugares, porta-malas de 468 litros. Parte de R$ 460.000, sempre acima do Wey 07.

O Wey 07 entra nessa faixa com 517 cv, 83,6 m·kgf de torque, bateria de 42,5 kWh, 128 km elétricos pelo Inmetro, tração integral inteligente e seis lugares individuais com aquecimento, ventilação e massagem. Por R$ 429.000.

A diferença de potência é expressiva: 517 cv contra 272 cv do Q5 e 462 cv do XC60. A aceleração do Wey 07, de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, coloca-o num patamar de SUV esportivo. Em bateria, a vantagem é ainda maior: 42,5 kWh contra 18,8 kWh do XC60, resultando em quase três vezes mais autonomia elétrica pelo Inmetro. Quem faz 60 km diários na cidade carrega o Wey 07 duas ou três vezes por semana sem tocar na bomba de gasolina. O XC60 precisa recarregar diariamente no mesmo cenário.

Em espaço, o Q5 e o XC60 têm cinco lugares e entre-eixos abaixo de 2,87 metros. O Wey 07 tem seis lugares com 3,05 metros de entre-eixos. Para uma família que viaja com frequência ou para o executivo que usa o banco traseiro como escritório móvel, essa diferença não é detalhe.

A GWM traz um pacote de pós-venda que merece destaque. O Wey 07 tem garantia de 6 anos para o veículo e 8 anos para a bateria de alta tensão (limitada a 200.000 km). O Pacote Tranquilidade inclui assistência 24h por dois anos com suporte rodoviário e oficina móvel, carro cortesia em diagnósticos acima de cinco dias, monitoramento remoto via aplicativo, proteção da bateria e carregador portátil de 3,6 kW. A rede conta com 130 concessionárias e 83 centros técnicos no Brasil, NPS acima de 89% e taxa de resolução em oficinas de 91,6%. A GWM é a única montadora no Brasil com preço único tabelado de peças em toda a rede.

Para o comprador que quer plug-in de verdade, seis lugares com conforto executivo, desempenho acima de 500 cv e um pós-venda estruturado, o Wey 07 vence as duas comparações nessa faixa de preço. Não existe outro SUV que reúna tudo isso por menos de R$ 430.000.

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FASTBACK OU SEDÃ: QUAL EXPERIÊNCIA COMBINA MAIS COM VOCÊ?

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carros Fastback e Sedã

Conforto, desenho e rotina pesam nessa decisão.

Durante muito tempo, escolher entre categorias de veículos era um exercício mais direto: tamanho, consumo, porta-malas, preço e reputação resolviam boa parte da decisão. Esses critérios continuam importantes, mas já não explicam tudo, porque o consumidor também passou a considerar a imagem que o carro transmite, o tipo de uso que terá no dia a dia e a relação que pretende construir com aquele veículo.


Isso aparece com bastante clareza na comparação entre fastback e sedã. Em alguns casos, eles podem atender necessidades próximas, especialmente para quem procura conforto, porta-malas e uso familiar ou urbano. Mas a proposta de cada carroceria é diferente, e essa diferença influencia diretamente a forma como cada consumidor percebe valor.

O que é um sedã?

O sedã é uma das configurações mais tradicionais da indústria automotiva. Sua carroceria de três volumes, com compartimento do motor, cabine e porta-malas bem definidos, sempre esteve associada a conforto, equilíbrio e uma condução mais clássica.

Por isso, o sedã ainda agrada quem faz deslocamentos frequentes, viaja por estrada, valoriza silêncio, estabilidade, suavidade e uma sensação de refinamento no uso diário. Não costuma ser uma escolha de impacto visual imediato, porque sua força está justamente na discrição, na maturidade e na consistência.

O que é um fastback?

O fastback chama atenção pela silhueta. A linha do teto desce de forma mais contínua em direção à traseira, criando um visual mais fluido, esportivo e marcante, com uma presença diferente da de um sedã tradicional.

Essa categoria cresceu porque muitos consumidores passaram a procurar algo menos convencional, com boa funcionalidade, mas com desenho mais expressivo. O fastback costuma atrair quem valoriza proporção, presença, diferenciação e identidade visual. Nesse caso, a estética tem peso real na decisão, porque o carro também comunica gosto e intenção.

Quem costuma se identificar com sedãs?

Embora cada consumidor tenha suas próprias prioridades, alguns comportamentos aparecem com frequência.
O sedã costuma agradar quem:
Valoriza conforto em viagens
Procura uma experiência mais tradicional
Gosta de elegância discreta
Prioriza estabilidade e suavidade ao dirigir
Busca uma categoria consolidada no mercado

Para esse consumidor, o carro precisa transmitir segurança, conforto e equilíbrio. Ele não precisa chamar atenção o tempo todo, mas precisa entregar consistência, boa condução e uma sensação de categoria bem resolvida.

Quem costuma se identificar com fastbacks?

Já os fastbacks normalmente atraem pessoas que:
Gostam de design marcante
Valorizam personalidade
Procuram diferenciação
Se interessam por tendências automotivas
Gostam de unir estilo e praticidade

Nesse caso, a presença visual faz parte da escolha. O carro continua sendo um meio de transporte, mas também passa a expressar repertório, preferência estética e uma forma mais pessoal de se relacionar com o automóvel.

Como descobrir qual categoria faz sentido para você?

Antes de comparar modelos, vale analisar alguns pontos:
Como é sua rotina?
Você dirige mais na cidade ou em rodovias?
O design influencia suas decisões?
Conforto é prioridade?
Você procura praticidade, elegância ou diferenciação?

As respostas ajudam a entender qual categoria combina melhor com o seu jeito de usar o carro.

A experiência começa antes da comparação

Muita gente inicia a jornada procurando um modelo específico, mas a escolha costuma ficar mais clara quando a comparação começa pelas categorias. Antes de decidir por marca, versão, potência ou tecnologia, é importante entender se aquela carroceria realmente combina com a rotina, com as preferências e com o tipo de uso esperado.

Na Eltro, você pode explorar diferentes categorias, tecnologias e possibilidades para descobrir quais veículos têm mais relação com sua rotina, suas preferências e seu momento de decisão.
A melhor escolha não começa pela ficha técnica. Começa entendendo quem vai usar o carro todos os dias.

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