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Os Melhores Carros Elétricos para Usar na Cidade em 2026

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Viver na cidade e ter um carro elétrico virou uma combinação perfeita. Com o crescimento da infraestrutura de recarga e modelos cada vez mais acessíveis, a decisão ficou mais fácil — mas também mais complexa. Em 2026, a rede de eletropostos no Brasil cresceu 40%, e o número de modelos disponíveis abaixo de R$ 150 mil nunca foi tão grande. A Eltro fez o trabalho por você.


Por que o carro elétrico é ideal para a cidade?

Antes de entrar nos modelos, vale entender por que o EV e o ambiente urbano foram feitos um para o outro.

O motor elétrico entrega torque instantâneo e direção suave, sem as trocas de marchas tradicionais. Isso resulta em aceleração responsiva e condução silenciosa, especialmente em trânsito urbano. Quem já dirigiu um EV em congestionamento sabe: a experiência muda completamente.

Além disso, o custo por quilômetro urbano é imbatível. O elétrico oferece exatamente o que muita gente busca para o dia a dia: custo por quilômetro baixo, condução leve na cidade e manutenção mais simples quando comparado a carros a combustão. 

E tem mais: a maioria dos brasileiros roda menos de 80 km por dia. Isso significa que praticamente todos os modelos desta lista resolvem a semana inteira com uma única recarga feita em casa durante a noite.

Os melhores carros elétricos para a cidade em 2026

1. Renault Kwid E-Tech — O mais acessível do Brasil

Com preço sugerido de R$ 99.990, o Kwid E-Tech é o único veículo 0 km abaixo da marca de R$ 100 mil — e se consolida como uma das principais portas de entrada para o carro elétrico no Brasil. Com apenas 969 kg, o veículo é leve e simples de manobrar em vagas apertadas, garagens antigas ou estacionamentos movimentados de shoppings. Para quem vive em cidade grande, esse detalhe faz toda a diferença no dia a dia.

  • Autonomia: 185 km (ciclo PBEV)
  • Potência: 65 cv
  • Recarga doméstica: tomada 220V, aproximadamente 9 horas para carga completa
  • Ideal para: quem quer entrar no mundo EV com o menor investimento possível

Ponto de atenção: a autonomia de 185 km é suficiente para a maioria das rotinas urbanas, mas não deixa muita margem para imprevistos. Recarregar regularmente em casa é essencial.

2. BYD Dolphin Mini — O equilíbrio perfeito para a cidade

O BYD Dolphin Mini traz equilíbrio entre alcance, tecnologia e custo — com preço sugerido de R$ 119.890, potência de 75 cv e autonomia de 280 km. 

É o modelo que mais cresce em popularidade entre compradores de primeira viagem no segmento elétrico. O salto de autonomia em relação ao Kwid — quase 100 km a mais — traz conforto psicológico real para quem ainda tem dúvidas sobre recarregar no dia a dia.

  • Autonomia: 280 km
  • Potência: 75 cv
  • Preço: a partir de R$ 119.890
  • Ideal para: famílias pequenas e motoristas urbanos que querem mais tranquilidade na autonomia

3. BYD Dolphin GS — Mais espaço, mesma eficiência

O Dolphin GS tem 95 cv de potência, bateria de aproximadamente 45 kWh, 291 km de autonomia Inmetro e foco no bom espaço interno e porta-malas de 345 litros. 

Para quem precisa de um pouco mais de espaço sem abrir mão da eficiência urbana, o Dolphin GS é a escolha natural. Seu espaço interno é digno de sedã médio, graças ao entre-eixos de 2,70 m. 

  • Autonomia: 291 km
  • Potência: 95 cv
  • Porta-malas: 345 litros
  • Ideal para: famílias que precisam de espaço sem perder a praticidade urbana

4. Chevrolet Spark EUV — O SUV urbano mais acessível

O Spark EUV aposta na força da marca Chevrolet e em um conjunto equilibrado para uso urbano ampliado, com 108 cv e autonomia de 258 km com bateria de 42 kWh. Diferente dos carros elétricos chineses dessa faixa de preço, o Spark EUV é um SUV — o que significa mais altura, mais visibilidade e uma posição de direção que agrada especialmente quem vem de SUVs a combustão.

  • Autonomia: 258 km
  • Potência: 108 cv
  • Carroceria: SUV compacto
  • Ideal para: quem quer a praticidade de um SUV com custo operacional de EV

5. MG4 Comfort — Autonomia e desempenho acima da média

O MG4 Comfort impressiona pelos números para sua faixa de preço: 190 cv, torque de 35,7 kgfm e autonomia de 364 km, com bateria de 64 kWh. Para quem usa o carro na cidade durante a semana mas viaja nos fins de semana, o MG4 entrega a melhor combinação de autonomia e desempenho entre os modelos acessíveis. Os 364 km de autonomia eliminam completamente qualquer ansiedade sobre recarregar.

  • Autonomia: 364 km
  • Potência: 190 cv
  • Ideal para: motoristas que querem desempenho real e autonomia confortável para viagens

Comparativo rápido

ModeloPreço inicialAutonomiaPotênciaMelhor para
Renault Kwid E-TechR$ 99.990185 km65 cvEntrada no EV
BYD Dolphin MiniR$ 119.890280 km75 cvEquilíbrio urbano
BYD Dolphin GS~R$ 139.990291 km95 cvEspaço + eficiência
Chevrolet Spark EUV~R$ 149.990258 km108 cvSUV urbano
MG4 Comfort~R$ 169.990364 km190 cvDesempenho + viagem

Como escolher o certo para você?

A resposta começa com uma pergunta simples: quantos quilômetros você roda por dia?

Se a resposta for menos de 80 km, praticamente qualquer modelo desta lista resolve. Nesse caso, o critério decisivo passa a ser o preço de entrada, o espaço interno e os equipamentos de série.

Se você roda entre 80 km e 150 km por dia, elimine o Kwid da lista e foque nos modelos com autonomia acima de 250 km — que entregam folga real para o seu dia sem depender de recargas intermediárias.

Se você precisa de um carro que funcione tanto na cidade quanto em viagens longas, o MG4 é o candidato mais equilibrado da lista.

E se o budget é o fator decisivo, o Kwid E-Tech entrega o menor custo de entrada do mercado com uma rotina urbana tranquila para quem tem onde recarregar em casa.

A Eltro ajuda você a decidir

Escolher o modelo certo é apenas o começo. Depois vêm as perguntas sobre financiamento, incentivos fiscais no seu estado, infraestrutura de recarga na sua região e a experiência real nas concessionárias.

A Eltro está aqui para guiar cada etapa da sua jornada — com conteúdo imparcial, comparativos atualizados e uma ferramenta de simulação personalizada para o seu perfil.

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SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

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SALÃO DE PEQUIM 2026: 10 CARROS NOTÁVEIS

O Auto China 2026 reuniu 1.451 veículos, com 181 estreias mundiais e 71 protótipos distribuídos em 380 mil m². Foi a maior edição já realizada do salão de Pequim e, em escala, superou qualquer outro evento automobilístico contemporâneo.

A dimensão, porém, não foi o ponto central. O conjunto exposto indicou uma mudança de origem técnica da indústria automobilística. Os lançamentos mais relevantes passaram a vir de fabricantes cuja competência principal não era mecânica, mas arquitetura elétrica, software embarcado e integração de sistemas. O automóvel deixou de ser organizado em torno de conjuntos físicos independentes e passou a operar como uma plataforma eletrônica centralizada, com funções distribuídas por processamento e não por hardware dedicado.

Os modelos apresentados a seguir não foram necessariamente os mais caros ou os mais rápidos do salão, mas aqueles que melhor representaram essa transição.

1. Zeekr 8X: o SUV familiar com alma de hipercarro

O Zeekr 8X combinou dimensões e configuração de um SUV de grande porte com um conjunto técnico que, até recentemente, estava restrito a carros de produção limitada. A versão superior utilizou três motores elétricos em arquitetura de 900 volts, com potência combinada de 1.381 cv e 143,9 m·kgf, suficientes para 0 a 100 km/h em 2,96 s.

A arquitetura elétrica permitiu não apenas a entrega de potência, mas a integração de sistemas auxiliares: gerenciamento térmico, recarga de alta potência e distribuição dinâmica de torque. O chassi incorporou freios de seis pistões, rodas forjadas e sistemas de assistência como visão noturna e detecção de travessia de água, elementos que raramente coexistiam em um veículo dessa categoria.

O interior abandonou a lógica de comandos distribuídos e concentrou funções em múltiplas superfícies digitais de alta resolução, com projeção aumentada e integração total entre condução, entretenimento e gestão do veículo.

A resposta de mercado indicou capacidade de escala: 10.000 pedidos em 30 minutos e mais de 30.000 em 48 horas.

2. BMW iX3 & i3 Neue Klasse (China): a reinvenção de Munique

Os primeiros modelos da plataforma Neue Klasse apresentados na China marcaram o abandono definitivo da adaptação de arquiteturas existentes. Foram veículos elétricos concebidos desde a origem como tal, sem compartilhamento estrutural com aplicações a combustão.

A mudança foi mais profunda do que a adoção de uma nova plataforma. A eletrônica passou a ser centralizada, com camadas de software substituindo funções antes executadas por módulos independentes. A arquitetura elétrica deixou de ser um suporte e passou a definir o veículo.

O desenvolvimento direcionado ao mercado chinês indicou uma inversão relevante: não se tratava mais de adaptar produtos globais a mercados locais, mas de desenvolver soluções locais com potencial de expansão global.

3. Xiaomi SU7 (nova geração): o fenômeno que não para de crescer

O SU7 consolidou a entrada de um fabricante de eletrônicos no setor automobilístico com domínio de cadeia produtiva, software e integração de sistemas.

O percurso de 1.313 km entre Pequim e Xangai com uma única parada para recarga, consumo médio de 14,6 kWh/100 km e alcance declarado de 902 km no ciclo CLTC refletiram eficiência energética e gestão de bateria em nível elevado para produção em série.

A capacidade de produção, próxima de 800 unidades diárias no início das entregas, aproximou o automóvel de uma lógica industrial contínua, mais próxima da eletrônica de consumo do que da manufatura tradicional de veículos.

Mais do que o produto isolado, o SU7 representou a entrada de novos agentes com domínio de software, interface e escala produtiva.

4. XPeng GX: o SUV que também é robotáxi

O XPeng GX foi concebido com base em arquitetura voltada à condução autônoma em nível 4, com capacidade de processamento de até 3.000 TOPS por meio de chips proprietários.

A diferença não esteve apenas no nível de automação, mas na concepção do veículo como unidade operacional autônoma. O automóvel deixou de ser um objeto conduzido e passou a ser um sistema capaz de executar deslocamentos dentro de um ambiente controlado por dados.

5. Hyundai IONIQ V: a Coreia do Sul em modo sobrevivência

O IONIQ V foi um projeto específico para o mercado chinês, com mais de 600 km de alcance no ciclo CLTC, arquitetura de 800 volts e fornecimento de baterias pela CATL.

O modelo integrou um plano industrial mais amplo, com investimento conjunto com a BAIC e meta de 500 mil unidades anuais até 2030. O dado relevante não foi o produto isolado, mas a reconfiguração da presença de fabricantes globais em um mercado que passou a ditar ritmo tecnológico.

6. AUDI E7X: a “outra” Audi que você não conhece

O E7X integrou uma linha criada em parceria com a SAIC, com identidade própria e operação restrita ao mercado chinês. Não se tratou de uma variação regional de produto existente, mas de uma estrutura paralela de desenvolvimento, com arquitetura, posicionamento e linguagem independentes.

O conjunto técnico incluiu bateria de 109 kWh, alcance superior a 750 km no ciclo CLTC e dois motores elétricos com potência combinada de 670 cv, capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,9 s.

Mais relevante que os números foi a decisão estrutural: um fabricante europeu estabelecendo uma segunda identidade de marca para operar em um ambiente técnico e competitivo distinto.

7. Huawei Wenjie M9 Ultimate Extended Edition: quando a China desafia o Rolls-Royce

O M9 resultou de uma divisão clara entre desenvolvimento digital e manufatura. A Huawei concentrou definição de produto, arquitetura eletrônica, software embarcado e sistemas de condução, enquanto a Seres respondeu por engenharia física, produção e suporte.

O veículo utilizou um motor 2,0 turbocarregado como extensor de alcance, associado a três motores elétricos, configurando um sistema híbrido em série voltado à maximização de alcance e flexibilidade operacional.

As dimensões, com 5.402 mm de comprimento e entre-eixos de 3.236 mm, posicionaram o modelo no segmento superior de SUVs de grande porte.

8. Li Auto L9 Livis: o SUV que faz tudo

O L9 Livis concentrou um conjunto técnico incomum em um veículo de uso cotidiano, reunindo soluções que historicamente apareciam de forma isolada ou em aplicações experimentais.

A suspensão ativa operou em arquitetura de 900 volts com controle individual por roda, permitindo ajuste contínuo de mola e amortecimento sem interligação mecânica entre eixos. O chassi utilizou sistemas steer-by-wire e brake-by-wire, eliminando conexões físicas diretas entre comandos e atuadores.

O processamento embarcado foi realizado por dois chips de 5 nm com capacidade combinada de 2.560 TOPS, suportando múltiplos sensores LiDAR e sistemas de assistência avançados. O conjunto mecânico, com motor a combustão como extensor de alcance, permitiu autonomia total superior a 1.500 km, com consumo declarado de 6,3 L/100 km no ciclo WLTC.

9. Volkswagen ID.UNYX 09: a Alemanha se salva com DNA chinês

O ID.UNYX 09 resultou de desenvolvimento conjunto com empresas chinesas, utilizando arquitetura eletrônica local e sistemas de condução autônoma desenvolvidos no próprio mercado em que o veículo seria comercializado.

A estratégia associada incluiu mais de 20 lançamentos eletrificados em 2026 e 50 até 2030, com foco específico na China. O desenvolvimento deixou de ser centralizado na matriz e passou a ocorrer de forma distribuída, com forte dependência de fornecedores e parceiros locais.

10. NIO ES9: o chip próprio que muda as regras

O ES9 introduziu o chip Shenji NX9031, desenvolvido pela própria NIO em processo de 5 nm, destinado ao processamento de sistemas de condução autônoma.

A presença de três sensores LiDAR de série reforçou a abordagem baseada em redundância e capacidade de processamento elevada. O desenvolvimento interno de semicondutores reduziu a dependência de fornecedores tradicionais como NVIDIA e Qualcomm, alterando a cadeia de valor do setor.

Conclusão

O conjunto apresentado no Auto China 2026 concentrou um volume de veículos elétricos e sistemas eletrônicos superior à oferta disponível em mercados tradicionais.

Mais relevante que a quantidade foi a natureza dos produtos. O automóvel deixou de ser um sistema predominantemente mecânico para se tornar uma plataforma integrada de hardware e software, com desenvolvimento orientado por processamento, conectividade e controle eletrônico.

Os modelos reunidos neste salão indicaram que essa transição já não estava em fase inicial. Tratou-se de um processo em execução, com escala industrial e impacto direto na organização da indústria automobilística global.

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O EV2 da Renault: O Elétrico Acessível Que Está Transformando o Mercado Brasileiro

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Nos últimos anos, a eletrificação da frota brasileira tem se mostrado uma tendência crescente, e um dos lançamentos mais aguardados é o EV2, um carro elétrico que promete revolucionar o segmento com seu preço acessível de R$ 70 mil. Derivado de um projeto inovador da Renault, o EV2 busca democratizar o acesso aos veículos elétricos, oferecendo uma alternativa viável para quem deseja adotar tecnologias mais sustentáveis sem comprometer o orçamento.

O EV2 não é apenas uma resposta às demandas de um mercado em transformação; ele também demonstra o compromisso da Renault em investir na mobilidade elétrica no Brasil. Com um design moderno e eficiente, o modelo é equipado com tecnologia de ponta, incluindo um sistema de infotainment intuitivo e funcionalidades voltadas para o conforto do motorista e dos passageiros. Além disso, sua autonomia promete atender bem à rotina das cidades brasileiras, permitindo viagens do dia a dia sem a constante preocupação com recargas.

Com a crescente conscientização ambiental e a busca por soluções sustentáveis, o EV2 se posiciona como uma escolha acertada para quem está pensando em dar o passo para o mundo dos elétricos. Através de incentivos governamentais e a instalação de uma infraestrutura de carregamento mais robusta, o cenário para veículos elétricos no Brasil nunca foi tão promissor. Outro ponto forte do EV2 é a facilidade de manutenção e os baixos custos operacionais, uma vez que os carros elétricos são conhecidos por suas vantagens econômicas em comparação aos veículos a combustão.

É importante destacar também que o EV2 faz parte de uma estratégia maior da Renault, que visa aumentar a presença dos carros elétricos em mercados emergentes como o Brasil. O potencial desse modelo vai além da acessibilidade; ele representa uma mudança cultural na forma como pensamos e utilizamos os automóveis. O que antes era apenas uma opção para poucos, agora se torna uma realidade para muitos, contribuindo para a redução das emissões de carbono e a melhora da qualidade do ar nas cidades.

Em resumo, com o lançamento do EV2, a Renault não só reforça sua posição no mercado brasileiro, como também se alinha com a necessidade global de transição para uma mobilidade mais sustentável. Se você está considerando a possibilidade de adquirir um carro elétrico, o EV2 é definitivamente um modelo a ser explorado.

Acompanhe as novidades do setor e esteja pronto para entrar neste novo mundo da mobilidade elétrica! Não deixe de compartilhar sua opinião e experiências sobre o EV2 nos comentários.

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Mobilidade elétrica no Brasil: o desafio não está no produto, mas na jornada.

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A mobilidade elétrica já deixou de ser tendência para se tornar realidade global. No entanto, no Brasil, ainda existe um desalinhamento claro entre tecnologia, infraestrutura e experiência do consumidor.

Em uma conversa recente no Mentoráveis, entrevistei Oswaldo Ramos, executivo com mais de 25 anos no setor automotivo, com atuação em montadoras globais e liderança em projetos estratégicos ligados à mobilidade, eletrificação e transformação do setor no Brasil.

E uma coisa ficou evidente: o avanço não depende apenas dos veículos, mas da construção de um ecossistema integrado.

Hoje, o mercado já apresenta evolução significativa. Os veículos estão mais eficientes, a autonomia aumentou e novas marcas entram no país com força.

Mas ainda existe um gap importante.

Como discutimos durante a entrevista, o consumidor brasileiro ainda enfrenta dúvidas práticas no dia a dia: onde carregar, quanto custa, como funciona na rotina.

A decisão de migrar para um carro elétrico não é apenas técnica, é comportamental.

Sem previsibilidade, não há confiança.
E sem confiança, não há escala.

Outro fator relevante é o papel da infraestrutura.

Embora esteja em expansão, a rede de recarga ainda cresce de forma desigual, impactando diretamente a percepção de segurança do usuário.

Além disso, existe uma lacuna de informação.

Não faltam dados; falta organização, clareza e direcionamento.

Quando ampliamos o olhar para o cenário global, a China surge como protagonista dessa transformação.

Com forte incentivo governamental, domínio da cadeia de baterias e escala produtiva, o país lidera a eletrificação e influencia diretamente mercados como o Brasil.

Mais do que competir, a China está acelerando o ritmo da mudança.

Diante desse cenário, fica claro: o futuro da mobilidade elétrica não será definido apenas por quem fabrica os melhores carros, mas por quem conecta toda a jornada do consumidor.

É exatamente nesse ponto que surge uma nova camada de valor no mercado.

A Eltro atua como infraestrutura digital, conectando informação, dados e negócios para transformar interesse em decisão.

Porque, no fim, a eletrificação não começa na tomada, começa na escolha.


Assinado por: Robson Thomaz
Entrevistador do Mentoráveis e conteúdista da Eltro

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