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Mobilidade elétrica no Brasil: o desafio não está no produto, mas na jornada.

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A mobilidade elétrica já deixou de ser tendência para se tornar realidade global. No entanto, no Brasil, ainda existe um desalinhamento claro entre tecnologia, infraestrutura e experiência do consumidor.

Em uma conversa recente no Mentoráveis, entrevistei Oswaldo Ramos, executivo com mais de 25 anos no setor automotivo, com atuação em montadoras globais e liderança em projetos estratégicos ligados à mobilidade, eletrificação e transformação do setor no Brasil.

E uma coisa ficou evidente: o avanço não depende apenas dos veículos, mas da construção de um ecossistema integrado.

Hoje, o mercado já apresenta evolução significativa. Os veículos estão mais eficientes, a autonomia aumentou e novas marcas entram no país com força.

Mas ainda existe um gap importante.

Como discutimos durante a entrevista, o consumidor brasileiro ainda enfrenta dúvidas práticas no dia a dia: onde carregar, quanto custa, como funciona na rotina.

A decisão de migrar para um carro elétrico não é apenas técnica, é comportamental.

Sem previsibilidade, não há confiança.
E sem confiança, não há escala.

Outro fator relevante é o papel da infraestrutura.

Embora esteja em expansão, a rede de recarga ainda cresce de forma desigual, impactando diretamente a percepção de segurança do usuário.

Além disso, existe uma lacuna de informação.

Não faltam dados; falta organização, clareza e direcionamento.

Quando ampliamos o olhar para o cenário global, a China surge como protagonista dessa transformação.

Com forte incentivo governamental, domínio da cadeia de baterias e escala produtiva, o país lidera a eletrificação e influencia diretamente mercados como o Brasil.

Mais do que competir, a China está acelerando o ritmo da mudança.

Diante desse cenário, fica claro: o futuro da mobilidade elétrica não será definido apenas por quem fabrica os melhores carros, mas por quem conecta toda a jornada do consumidor.

É exatamente nesse ponto que surge uma nova camada de valor no mercado.

A Eltro atua como infraestrutura digital, conectando informação, dados e negócios para transformar interesse em decisão.

Porque, no fim, a eletrificação não começa na tomada, começa na escolha.


Assinado por: Robson Thomaz
Entrevistador do Mentoráveis e conteúdista da Eltro

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