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Por que as Oficinas Tradicionais estão se Tornando Obsoletas

A arquitetura eletrônica dos veículos de 2026 mudou a regra do jogo. Esqueça o diagnóstico manual de falhas mecânicas; estamos na era da telemetria constante

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A arquitetura eletrônica dos veículos de 2026 mudou a regra do jogo. Esqueça o diagnóstico manual de falhas mecânicas; estamos na era da telemetria constante. Os veículos modernos comunicam sua “saúde” diretamente para a nuvem, permitindo que falhas sejam detectadas e resolvidas via atualizações Over-the-Air (OTA). Para o proprietário, isso significa zero tempo perdido na oficina. Para o ecossistema, isso cria uma demanda por um novo tipo de atendimento: o suporte técnico baseado em dados, que antecipa a falha antes que ela interrompa a sua rotina.

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WEY 07 VS BMW X3, X5 E VOLVO XC90: QUANDO PAGAR MAIS NÃO SIGNIFICA LEVAR MAIS

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WEY 07

O Wey 07 a R$ 429 mil contra modelos de R$ 516 mil a R$ 860 mil. O que o preço extra realmente compra?
O comprador que avalia um SUV de luxo acima de R$ 500.000 tem um perfil definido: bem-sucedido, orientado por prestígio e experiência de marca, mas cada vez mais atento à relação entre o que paga e o que recebe. É exatamente esse comprador que o BMW X3, o BMW X5 e o Volvo XC90 disputam, e é exatamente para ele que o Wey 07 tem uma pergunta direta.

O Wey 07 tem design atraente com linhas fluidas, superfícies limpas e ausência de excessos ornamentais, fazendo desse SUV um carro com presença de rua sem ostentação. É grande, é sofisticado, mas não precisa de cromados chamativos para se impor. Para quem prefere ser reconhecido pelo que dirige, o Wey 07 tem estética coerente com esse perfil. A versão Dark Edition aprofunda essa leitura: cor preta, rodas de 21 polegadas com pinças vermelhas e Alcantara integral por R$ 432.000.

BMW X3 30 xDrive M Sport parte de R$ 516.000. Motor 2.0 turbo de 258 cv com sistema híbrido leve de 48V sem plug-in (não pode ser carregado externamente), tração integral xDrive e cinco lugares. Por R$ 87.000 a mais que o Wey 07, o comprador leva menos potência, sem eletrificação real e com menos espaço. O que leva de fato: a tradição BMW e uma rede de serviços consolidada que o mercado de usados reconhece e precifica bem.

O Volvo XC90 T8 parte de R$ 530.000 e chega a R$ 700.000. Tem 462 cv, 72,3 m·kgf de torque, bateria de 18,8 kWh e autonomia elétrica de 47 km pelo Inmetro. Sete lugares com terceira fileira limitada para adultos e porta-malas de 316 litros com todos os sete assentos em uso. Capacidade de reboque de 2.400 kg. Rede densa, segurança reconhecida mundialmente.

O BMW X5 xDrive50e parte de R$ 860.000. É o rival com eletrificação plug-in mais expressiva do grupo: motor seis cilindros de 313 cv com motor elétrico de 197 cv, totalizando 489 cv e 71,4 m·kgf. Bateria de 25,7 kWh com autonomia de 79 km pelo Inmetro. Cinco lugares, 4,94 metros, entre-eixos de 2,97 metros. Por R$ 431.000 a mais que o Wey 07, o comprador leva 28 cv adicionais, uma bateria maior e a marca BMW num dos seus modelos mais completos.

O Wey 07 tem 517 cv, bateria de 42,5 kWh, 128 km elétricos pelo Inmetro, tração integral inteligente e seis lugares com massagem executiva. Por R$ 429.000. Supera o X3 em tudo que se mede. Supera o XC90 em potência, bateria e autonomia elétrica certificada. E custa menos da metade do X5.

O pacote de pós-venda da GWM reforça a decisão: garantia de 6 anos para o veículo e 8 anos para a bateria de alta tensão. Pacote Tranquilidade com assistência 24h por dois anos, oficina móvel, carro cortesia em diagnósticos acima de cinco dias e carregador portátil de 3,6 kW. Rede de 130 concessionárias e 83 centros técnicos com NPS acima de 89%. A GWM encerrou 2025 com 42.785 veículos vendidos, crescimento de 46%, e tem fábrica própria em Iracemápolis (SP).

A marca Wey ainda constrói sua história no Brasil, e isso é um fato. Mas os dados são igualmente um fato. Para o comprador que avalia o que está dentro do carro antes do que está na grade, o Wey 07 tem motivos sólidos para ser a primeira parada antes de assinar qualquer pedido dos rivais.

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WEY 07 VS AUDI Q5 E VOLVO XC60: MAIS CARRO PELO MESMO INVESTIMENTO

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Wey 07 azul

Na faixa dos R$ 400 mil a R$ 470 mil, o SUV da GWM entrega o que os rivais não conseguem reunir num único modelo

Existe um perfil claro de comprador para esse segmento: executivo ou empresário entre 38 e 55 anos, família constituída, que usa o carro tanto para a rotina urbana quanto para viagens frequentes e quer eletrificação real sem abrir mão de espaço e conforto para todos a bordo. É exatamente esse comprador que o Audi Q5 2026, o Volvo XC60 T8 2026 e o GWM Wey 07 disputam.

O design do Wey 07 fala antes da ficha técnica. As proporções são imponentes sem ser agressivas: 5,15 metros de comprimento, linhas fluidas com superfícies limpas e ausência de ornamentos desnecessários. É um SUV com presença de rua inequívoca e vocabulário visual sofisticado, que a GWM define como Smart Luxury: luxo inteligente, sem ostentação. A versão Dark Edition vai além: pintura preta integral, rodas exclusivas de 21 polegadas com pinças de freio vermelhas e interior totalmente em Alcantara preto, para quem quer o mesmo pacote com identidade visual mais esportiva e assertiva, por R$ 432.000.

O Q5 2026 tem motor 2.0 TFSI de 272 cv, tração integral quattro, cinco lugares e porta-malas de 520 litros. Plataforma nova, acabamento refinado e telas de 14,5 e 11,9 polegadas. Parte de R$ 400.000. Não tem eletrificação plug-in nas versões disponíveis nessa faixa. É um SUV a combustão refinado, com a força da marca Audi e liquidez invejável no mercado de usados.

O XC60 T8 2026 tem eletrificação plug-in real. O sistema T8 combina motor 2.0 turbo com motor elétrico traseiro, entregando 462 cv e 72,3 m·kgf de torque. Autonomia elétrica de 44 km pelo Inmetro. Cinco lugares, porta-malas de 468 litros. Parte de R$ 460.000, sempre acima do Wey 07.

O Wey 07 entra nessa faixa com 517 cv, 83,6 m·kgf de torque, bateria de 42,5 kWh, 128 km elétricos pelo Inmetro, tração integral inteligente e seis lugares individuais com aquecimento, ventilação e massagem. Por R$ 429.000.

A diferença de potência é expressiva: 517 cv contra 272 cv do Q5 e 462 cv do XC60. A aceleração do Wey 07, de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, coloca-o num patamar de SUV esportivo. Em bateria, a vantagem é ainda maior: 42,5 kWh contra 18,8 kWh do XC60, resultando em quase três vezes mais autonomia elétrica pelo Inmetro. Quem faz 60 km diários na cidade carrega o Wey 07 duas ou três vezes por semana sem tocar na bomba de gasolina. O XC60 precisa recarregar diariamente no mesmo cenário.

Em espaço, o Q5 e o XC60 têm cinco lugares e entre-eixos abaixo de 2,87 metros. O Wey 07 tem seis lugares com 3,05 metros de entre-eixos. Para uma família que viaja com frequência ou para o executivo que usa o banco traseiro como escritório móvel, essa diferença não é detalhe.

A GWM traz um pacote de pós-venda que merece destaque. O Wey 07 tem garantia de 6 anos para o veículo e 8 anos para a bateria de alta tensão (limitada a 200.000 km). O Pacote Tranquilidade inclui assistência 24h por dois anos com suporte rodoviário e oficina móvel, carro cortesia em diagnósticos acima de cinco dias, monitoramento remoto via aplicativo, proteção da bateria e carregador portátil de 3,6 kW. A rede conta com 130 concessionárias e 83 centros técnicos no Brasil, NPS acima de 89% e taxa de resolução em oficinas de 91,6%. A GWM é a única montadora no Brasil com preço único tabelado de peças em toda a rede.

Para o comprador que quer plug-in de verdade, seis lugares com conforto executivo, desempenho acima de 500 cv e um pós-venda estruturado, o Wey 07 vence as duas comparações nessa faixa de preço. Não existe outro SUV que reúna tudo isso por menos de R$ 430.000.

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TESTE GEELY EX2: UM GAROTO SIMPÁTICO

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GEELY EX2

Paulo Manzano

Eu chamo o Geely EX2 de garoto simpático. Ele tem esse jeito. Não é um carro intimidante, não tenta parecer maior do que é, não vem com aquela cara brava que virou quase obrigação em tantos modelos atuais. Ele transmite algo bom, leve, alegre, principalmente nessa cor Pistachio, e essa simpatia aparece também em outros elementos do carro.

Na China, o nome dele é Xingyuan, algo como desejo sobre uma estrela. A referência é bonita, mas, olhando para o carro parado, continuo achando que garoto simpático combina melhor com ele. O desenho é orgânico, arredondado, de linhas suaves, sem cantos vivos e com uma presença mais acolhedora. É um carro que parece convidar, não impor.

O EX2 tem motor traseiro e tração traseira, uma das características mais interessantes do projeto. Não porque seja esportivo. São 116 cv e 15,3 m·kgf, portanto não estamos falando de um carro de alto desempenho. Mas a arquitetura faz diferença. Com a tração atrás, as rodas dianteiras ficam livres para cuidar da direção, o que melhora o diâmetro de giro, ajuda nas manobras e ainda permite o porta-malas dianteiro de 70 litros, útil num carro compacto.

A tração traseira também traz um prazer próprio. O EX2 não é esportivo, mas é um elétrico que pode agradar quem gosta de dirigir. Ainda existe resistência de parte dos apaixonados por carros em relação aos elétricos. É compreensível, porque motor, câmbio, escapamento, vibração e som fazem parte da cultura automobilística. Mas um elétrico bem acertado oferece outro tipo de prazer: silêncio, resposta imediata, centro de gravidade baixo e uma condução muito particular. O EX2 mostra isso de um jeito simples, sem querer ser o que não é.

A direção eletroassistida é um dos pontos altos do carro. O peso é bom, a calibração é agradável e há uma sensação positiva ao volante. Parte disso vem justamente da tração traseira, porque a direção não precisa lidar com a transmissão de força para as rodas dianteiras. Em curvas mais fechadas, quando se força um pouco mais, ele ainda sai de frente antes de qualquer reação da traseira. A Geely foi conservadora, como deve ser em um carro urbano e familiar, mas deixou prazer suficiente para quem presta atenção ao comportamento do carro.

A suspensão também trabalha bem. O EX2 tem suspensão traseira independente multibraço, solução importante para acomodar o conjunto de força atrás e melhorar conforto e comportamento dinâmico. Ele passa por lombadas, remendos e irregularidades com boa suavidade, sem barulho de suspensão e sem aquela sensação de carro simples demais. Os pneus 205/60 R16 ajudam bastante. O perfil 60 é um acerto importante, porque entrega conforto real, algo que muitos carros perderam com rodas grandes e pneus de perfil baixo.

O isolamento acústico é muito bom. Ele não usa vidros duplos, mas o silêncio interno chama atenção. E silêncio, em carro elétrico, é parte fundamental da experiência. Para quem gosta de motor girando alto, escapamento e vibração mecânica, existe outro tipo de prazer. Eu também gosto disso. Mas gosto muito do silêncio. O silêncio traz paz de espírito, reduz o cansaço e combina com a proposta deste carro.

O EX2 é compacto por fora, mas muito bem aproveitado por dentro. Mede 4.135 mm de comprimento, tem 2.650 mm de entre-eixos, 1.805 mm de largura e 1.580 mm de altura. Não chega a ser um SUV em altura, mas tem postura um pouco mais avantajada. O bom entre-eixos, as rodas próximas das extremidades e a arquitetura elétrica dedicada fazem diferença no espaço interno.

Esse é um ponto importante dos carros elétricos que nascem elétricos. Quando o projeto não precisa acomodar motor a combustão, transmissão, escapamento e túnel central, o espaço aparece. No EX2, o espaço para quem vai atrás surpreende. O banco traseiro tem bom espaço para pernas, boa largura e assoalho plano. Há saída de ar, entrada USB e bolsos no dorso dos encostos dianteiros. Não tem descansa-braço central, mas num carro desse porte isso não chega a incomodar. O mais interessante é o compartimento sob o banco traseiro, grande o suficiente para acomodar bolsas e objetos, quase como aquele espaço embaixo do banco da frente no avião.

Esse aproveitamento faz o EX2 ser uma opção interessante para uso urbano familiar e também para aplicativo. Quem vai atrás é cliente, e há carros que, quando aparecem no aplicativo, dão vontade de cancelar a corrida. No EX2, a experiência no banco traseiro é melhor do que o tamanho externo sugere.

Na frente, o carro também passa boa impressão. O painel tem desenho orgânico, formas suaves e a tela central de 14,6 polegadas fica integrada ao conjunto. Isso é melhor do que aquele tablet simplesmente colocado na frente do motorista. O quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas é simples, bem posicionado e funcional.

O desenho do painel tem uma divisão entre motorista e passageiro que me lembrou, guardadas as proporções, os Corvette antigos, principalmente pela ideia de envolver os ocupantes com um desenho simétrico e acolhedor. O EX2 não tenta ser esportivo por dentro, mas tem um interior agradável, menos intrusivo e menos frio do que muitos carros atuais.

Os detalhes de acabamento reforçam esse caráter urbano. Nas portas e no painel há desenhos de prédios iluminados, como uma cidade à noite. É um recurso simples, mas simpático. O carro inteiro segue essa ideia. Ele não tenta vender luxo. Há plástico duro em algumas partes, como é esperado em um carro dessa proposta, mas onde se apoia o braço o material é macio e o conjunto parece bem montado.

A posição de dirigir é boa. O volante tem diâmetro relativamente pequeno, segmento inferior levemente achatado e comandos fáceis de usar. De um lado ficam áudio e assistente por voz. Do outro, o controle de cruzeiro adaptativo. Tudo simples, direto, sem complicação. Esse é um mérito do EX2. Ele é tecnológico, mas não intimida quem tem receio de tecnologia.

A versão Max traz um bom pacote de equipamentos. Tem banco elétrico para o motorista, carregador por indução, sistema de som com seis alto-falantes, porta-luvas em formato de gaveta de 10 litros, câmera 540 graus, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e farol alto inteligente. A câmera 540 graus é excelente para manobras e ajuda muito no uso urbano.

O sistema de assistência ao motorista funciona bem, mas o aviso de saída de faixa pode aparecer demais em estradas sinuosas. No teste, ele ficou evidente em uma estrada mais travada, com muitas curvas. É ponto de calibração. Não compromete o carro, mas poderia ser menos insistente.

O sistema multimídia usa o Flyme Auto, da Meizu, empresa que faz parte do grupo Geely. A tela é boa, o sistema é rápido e fácil de usar. O som também surpreende para um carro dessa faixa de preço. Não é um sistema sofisticado, mas tem boa regulagem, boa presença e entrega mais do que se espera. O ponto que precisa evoluir está no Android Auto e no Apple CarPlay, que ainda dependem de cabo ou de solução por espelhamento. Em um carro elétrico, urbano e tecnológico, isso precisa ser resolvido.

A bateria é LFP, de fosfato de ferro e lítio, com 39,4 kW·h. O alcance pelo Inmetro é de 289 km com a bateria totalmente carregada. Para uso urbano, atende bem. Para pequenas viagens, também funciona, desde que haja planejamento. O consumo é muito bom. Em uso normal, dá para ficar abaixo de 13 kW·h/100 km, o que é excelente. Rodando com atenção à eficiência, é possível superar o alcance homologado. Esse também é um prazer próprio do elétrico: dirigir bem significa gastar pouca energia.

Há três modos de condução: Eco, Comfort e Sport. O Comfort combina muito bem com o carro, porque mantém a suavidade. O Eco atende quem gosta de dirigir com foco em eficiência. O Sport deixa o EX2 mais vivo e mostra melhor a vantagem da tração traseira. Não transforma o carro em esportivo, mas deixa a condução mais interessante.

Por fora, o EX2 tem proporções corretas e desenho honesto. A versão Max traz teto preto, criando o efeito bitom. As rodas têm desenho inspirado em trevos de quatro folhas, segundo a Geely, e essa referência aparece. Os faróis seriam inspirados em penas de aves, uma referência mais abstrata, mas coerente com a proposta orgânica do carro. As maçanetas embutidas ajudam na limpeza visual, e as estrelinhas na coluna C são um detalhe simpático, ligado ao nome chinês Xingyuan.

A frente tem uma linha que quase parece um sorriso. A traseira segue a mesma linguagem, sem exagero. É um carro bem-acabado, bem feito e com personalidade própria. Poderia ter mais opções de cores. Um carro assim pede cores mais alegres. O verde Pistachio combina muito com ele.

O porta-malas traseiro tem 375 litros e chega a 1.320 litros com o banco rebatido. É um bom volume para o tamanho do carro. A solução da tampa interna, com batentes que se soltam com facilidade, poderia ser melhor. Não é nada grave, mas é aquele detalhe simples que a Geely pode corrigir rapidamente.

Na frente, o porta-malas de 70 litros é uma ótima solução. Serve para mochila, compras, cabos de recarga e pequenos volumes. Em um carro urbano, isso facilita a vida. Também chama atenção o cuidado no acabamento do cofre dianteiro e nas molas a gás do capô. São pequenos sinais de atenção que melhoram a percepção de qualidade.

O EX2 também é importante para a Geely porque faz parte da nova fase global da fabricante. Junto com o EX5, representa uma linha de produtos criada para agradar fora da China, com desenho, tecnologia e acerto pensados para diferentes mercados. Na China, como Xingyuan, foi o carro mais vendido do país em 2025, com quase 466 mil unidades. É um volume forte, que ajuda em escala, peças, aprendizado de campo e evolução do produto.

No Brasil, o EX2 chega em duas versões, Pro e Max. A diferença de preço entre elas deve ser analisada pelo pacote. A Max adiciona itens que fazem sentido no uso diário, como câmera 540 graus, banco elétrico, carregador por indução, sistema de som melhor e assistentes de condução. Eu ficaria com a Max.

Entre os concorrentes, o mais próximo é o BYD Dolphin GS. Também entram na comparação Dolphin Mini, GWM Ora 03 e Chevrolet Spark EUV, cada um com sua proposta. O EX2 tem uma combinação própria: tamanho compacto, bom espaço interno, tração traseira, suspensão traseira multibraço, conforto, eficiência e uma simpatia visual que o diferencia.

Depois de uma manhã e começo de tarde com o Geely EX2, a impressão foi muito positiva. Há pontos a corrigir, principalmente Android Auto e Apple CarPlay sem fio e a solução simples da tampa do porta-malas. Fora isso, o carro agrada bastante.

O EX2 faz sentido para uso urbano e familiar. Tem tamanho externo compacto, ótimo espaço interno, câmera 540 graus, bom conforto, silêncio e eficiência. Para uma família urbana, atende muito bem. Com planejamento, também encara pequenas viagens.

Ele também agrada pela condução. A tração traseira, a direção bem calibrada e a suspensão traseira independente deixam o carro mais interessante do que seus 116 cv sugerem. Não é um esportivo, mas entrega prazer para quem aceita olhar para o elétrico com atenção.

Depois de uma manhã e começo de tarde com o Geely EX2, a impressão foi muito positiva. Há pontos a corrigir, principalmente Android Auto e Apple CarPlay sem fio e a solução simples da tampa do porta-malas. Fora isso, o carro agrada bastante.

O EX2 faz sentido para uso urbano e familiar. Tem tamanho externo compacto, ótimo espaço interno, câmera 540 graus, bom conforto, silêncio e eficiência. Para uma família urbana, atende muito bem. Com planejamento, também encara pequenas viagens.

Ele também agrada pela condução. A tração traseira, a direção bem calibrada e a suspensão traseira independente deixam o carro mais interessante do que seus 116 cv sugerem. Não é um esportivo, mas entrega prazer para quem aceita olhar para o elétrico com atenção.

No fim, o EX2 reforça uma ideia importante. Em um mercado que correu demais para os SUVs, um hatch bem projetado ainda pode ser inteligente, espaçoso, eficiente e agradável de dirigir.

O garoto simpático acertou.

PM

GEELY EX2 MAX

TREM DE FORÇA

Motor: elétrico traseiro
Tipo de motor: síncrono de ímã permanente
Tração: traseira
Potência: 116 cv
Torque: 15,3 m·kgf
0 a 100 km/h: 10,2 s
Velocidade máxima: 140 km/h
Modos de condução: Eco, Comfort e Sport

BATERIA, ALCANCE E RECARGA

Bateria: 39,4 kWh
Química da bateria: LFP, fosfato de ferro-lítio
Alcance Inmetro: 289 km
Recarga AC: até 6,6 kW
Tempo de recarga AC: 10% a 100% em 6,5 h
Recarga DC: até 70 kW
Tempo de recarga DC: 30% a 80% em 21 min
V2L: sim, até 3,3 kW

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comprimento: 4.135 mm
Largura: 1.805 mm
Altura: 1.580 mm
Entre-eixos: 2.650 mm
Altura mínima do solo: 160 mm
Peso em ordem de marcha: 1.300 kg
Raio de giro: 4,95 m
Diâmetro de giro: 9,9 m
Pneus: 205/60 R16
Porta-malas traseiro: 375 litros
Porta-malas traseiro com banco rebatido: 1.320 litros
Porta-malas dianteiro: 70 litros

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